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Uploaded April 7, 2017

Recorded April 2017

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near Algoso, Bragança (Portugal)

Castelo de Algoso - Uma Porta para o passado!

Situado no monte da Penenciada, debruçado sobre o rio Angueira, a uma altitude aproximada de 600 metros, foi mandado edificar por Mendo Rufino, no reinado de D. Afonso Henriques e oferecido a D. Sancho I, que em recompensa lhe deu o senhorio de Vimioso.

História do Castelo de Algoso
 A antiga linha defensiva da nacionalidade portucalense ao longo da margem esquerda do rio Sabor até à confluência da ribeira de Angueira era constituída por quatro castelos: de dois – o de Milhão e o de Santulhão – já nada existe e dos dois restantes o de Outeiro e o de Algoso, este último é sem dúvida o mais impressionante.  Ocupa uma posição privilegiada, num promontório rochoso e alcantilado, a uma altitude de 681 metros, na extremidade formada pelo rio Angueira e pelo rio Maçãs. Foi edificado por Mendo Rufino, no reinado de D. Sancho I. Algum tempo depois, D. Sancho II concedeu-o à Ordem do Hospital.  Neste castelo de Algoso residia o representante do rei que arrecadava os direitos reais em terras de Miranda e Penas Roias. Em 1710, por ocasião da guerra dos Setenta Anos, pouco depois da queda de Miranda, fizeram os espanhóis diversas surtidas em terras de Vimioso, atacando, entre outras, a antiga vila de Algoso, que contudo conseguiu manter a sua praça. Em termos de área, é um castelo diminuto. Tem uma planta rectangular, e a entrada a norte, onde a muralha está actualmente muito danificada.  Subsiste ainda a torre de menagem, no interior da qual são visíveis sinais de ter possuído três registos, sendo os dois primeiros para habitação e o último de defesa. É impressionante a paisagem que do castelo se avista.
Castle

Castelo Algoso

Castelo Algoso - Gregos - Castelo de Algoso O nosso PORTUGAL PROFUNDO! Em Trás-os-Montes, e pelos Castelos da Terra Fria.... Numa época em que se repensa o futuro do país, vale a pena refletir sobre o abandono a que o interior está cada vez mais sujeito. Portugal é isto, laje sobre laje, dias sobre dias, estórias com história, corpos com alma, rugas com eternidades para contar. Portugal é isto, e isto é tanto. Estimam-se livros de ouro e desperdiçam-se histórias de diamante. O que somos é muito mais do que aquilo que se pode guardar num banco ou bolsa. O que somos é história fortificada, é DNA enriquecido pela luta de quem viveu, sofreu, sorriu e venceu. O que não deveríamos ser era fracos de memória e deixar de estimar o que somos, e o que somos vale mais que ouro. Se somos assim, sensíveis, é porque rios de lágrimas choveram sobre os mares! Se somos assim, determinados, é porque os mares desconhecidos nos permitiram enxergar a nossa alma destemida! Se somos assim, guerreiros, é porque nem bávaros, gauleses ou vizinhos vez alguma nos conseguiram dobrar pela espinha! Se somos assim, de paladar refinado e pote enriquecido, é porque aprendemos a ser felizes à mesa, a conviver à média luz e ao sabor de um belo cozido à portuguesa! Se somos assim, poupados, é porque conseguimos ultrapassar dezenas de crises, aprendendo a utilizar cem por cento do porco, a cozinhar com castanhas, a fumar o que é preciso estimar ou a saborear uma sardinha partida em três! Se somos assim é porque milhares e milhares de aldeias sobreviveram ao passar dos tempos, sempre edificadas nos seus mais nobres valores e tradições. Se somos assim porque haveremos nós de mudar?
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