Moving time  one hour 33 minutes

Time  2 hours 8 minutes

Coordinates 4331

Uploaded February 1, 2018

Recorded February 2018

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  • Easy to follow

     
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near Guanabara, São Paulo (Brazil)

Passeio Off-Road, entre Campinas e Jaguariúna, visitando as estações Anhumas, Pedro Américo, Tanquinho, Desembargador Furtado, Carlos Gomes e Jaguariúna, da extinta Cia Mogiana de Estradas de Ferro.

Boa parte do passeio, passa pela região do Bairro Carlos Gomes de grande importância histórica para a cidade de Campinas, que teve influência direta no desenvolvimento da cidade, na época do ciclo do café e transformou a cidade em uma potência tanto regional quanto nacional.

Pode ser feito tranquilamente, com veículos de passeio.

Dicas para curtir melhor o passeio:

-Todas as estações podem ser visitadas e fotografadas. Durante a semana, a Estação Desembargador Furtado, fica com os portões fechados, mas é possível dar a volta e acessa-la pela via férrea.
-Na Estação Tanquinho, há um pequeno e desconhecido acervo histórico. Geralmente não fica aberto ao público, mas o "zelador/morador" da Estação adora mostrar para quem se interessa. Ao encontra-lo, basta pedir para ver o telefone.
-A Estação Carlos Gomes é a sede da ABPF Campinas e merece um tempo maior para a visita. Lá, estão paradas dezenas de locomotivas e vagões históricos. Se o portão estiver fechado, pode ser aberto pelos visitantes, sem problema algum.
-Aos fins de semana, os trens turísticos à vapor percorrem o trecho. É possível encontra-los e fotografa-los várias vezes ao longo do percurso!
A estação de Pedro Américo foi aberta em 1926, com a inauguração do primeiro trecho da variante Guanabara-Guedes, substituindo o posto telegráfico de Gety, que ficava na linha antiga. Nos mapas iniciais da Mogiana, do projeto de mudança da linha, a estação, que ficava do outro lado do morro (ao sul) em relação a Gety, se chamava Jaty. Entretanto, quando o canteiro de obras se instalou em 1922, o nome definitivo da estação acabou sendo Pedro Américo. O nome não se trata de uma homenagem a Pedro Américo, o pintor da cena da Independência do Brasil: na verdade, é o nome do proprietário das terras em que foi construída a estação. "O nome Pedro Américo não é em homenagem ao pintor, mas sim ao proprietário da Fazenda São Pedro, Pedro Américo de Camargo Andrade, que doou as terras para a Cia. Mogiana contruir a estação. Falo com propriedade, porque sou bisneto desse Pedro Américo" (Américo Ferreira de Camargo Neto. 01/2008). Na escritura de 19/1/1923, no entanto, aparece o nome de Américo Ferreira de Camargo como doador de "uma área de terras com a superfície de 22.110,50 m2, destacada da fazenda São Pedro", de sua propriedade (Cópia de escritura de doação fornecida por César A. F. Camargo em 2009, trineto do doador). Seria Américo o Pedro Américo e na certidão não foi escrito o nome Pedro? "Na questão de doação das terras, a escritura aparece em nome de Américo Ferreira de Camargo, que era filho de Pedro Américo de Camargo Andrade, na ocasião, já falecido. O nome Pedro Américo foi em homenagem ao pai de Américo, cuja fazenda São Pedro, de onde desmembraram essa doação, já pertencia a Pedro Américo muito antes da doação" explica Américo F. Camargo Neto. Em 1963, a estação foi fechada e transformada em parada (*RM-1963). Interessante notar que o "Horário oficial dos trens de passageiros e mistos a partir de 3-1-1967" da Mogiana informa que "os trens P1 param na ex-estação de Pedro Américo". Ela fica na Fazenda São José, e está construída num talude, para facilitar no passado o escoamento das cargas de café. Desde 1981, serve ao trem turístico da ABPF. Segundo a ABPF, quando esta recebeu a estação e as casas em volta, nesse ano, estava tudo em péssimo estado de conservação, pois, como visto acima, a estação havia sido fechada quase vinte anos antes. Alguns associados da entidade formaram a sociedade Amigos de Pedro Américo e foram reformando tudo, aos poucos, inclusive com alguns deles passando a morar nessas casas. Havia um funcionário contratado que cuida de todos os prédios e residia na estação. Em 2005 a restauração ficou pronta. O pátio, que hoje tem apenas a linha de passagem, tinha três linhas - a principal e dois desvios. Texto de Ralph Menucci Giesbrecht, para o site http://www.estacoesferroviarias.com.br
Esta saída, à direita de quem está subindo, leva à um pesqueiro. Fui até lá, apenas para ver como era...
A estação de Tanquinho-nova foi inaugurada em 1926, para substituir a antiga estação de Tanquinho, desativada com a construção da variante Guanabara-Guedes. Nessa estação, assim como na antiga, eram lavados os vagões de transporte de gado. Desativada por volta de 1973, voltou à ativa em 1981, com o trem turístico da ABPF, na V. F. Campinas-Jaguariúna. O prédio estava já totalmente restaurado em 2016. Da estação pode-se ver ainda a estação original de Tanquinho, no outro lado da linha e na fazenda em frente, servindo como depósito. Texto de Ralph Menucci Giesbrecht, para o site http://www.estacoesferroviarias.com.br
Paradinha rápida, para um rango
Há varias teorias sobre a origem e história desta construção abandonada. A mais aceita é a de que além da Escola de Sericultura, funcionava ali uma loja maçônica. Era utilizada, para as reuniões dos maçons, que naquele naquele tempo eram muito mais secretas, além de mal-vistas pela Igreja Católica, o que explica a localização afastada da região central da cidade. Entre os frequentadores, estavam barões do café e campineiros ilustres, como o maestro Carlos Gomes e Francisco Glicério. Pouco antes deste ponto, logo após o termino do asfalto, está o clube de campo dos funcionários da Mogiana. Embora o portão estaja sempre fechado, é possível visita-lo e acessar a ponte sobre o Rio Atibaia.
A estação de Desembargador Furtado foi aberta em 1901. Recebeu o nome de um dos proprietários da Fazenda Duas Pontes, que foi o responsável pela construção da estação, depois de negociações com a Mogiana. Essa fazenda foi a maior produtora de café do município, sendo portanto durante muitos anos a que mais embarcava o produto, em Campinas. Em 1929, o prédio original da estação foi substituído por outro mais novo, construído próximo à estação original, quando da abertura do novo trecho, de Tanquinho até esta estação. "A velha estação ficava próxima a ponte do Rio Atibaia, local onde se instalou a Colônia de Férias do Sindicato dos Ferroviários da Mogiana. A antiga estação, com a retirada do trecho velho, foi demolida, porém curiosamente deixaram os alicerces da mesma, que ficaram até a ocupação do local pela citada colônia de férias, quando foram totalmente removidos" (Bruno Arielba, 12/2003). Em 1957, a estação de Desembargador Furtado foi fechada pela Mogiana (*RM-1957). Realmente, ela não é citada no Guia Geral das Estradas de Ferro do Brasil de 1960. Interessante notar que o "Horário oficial dos trens de passageiros e mistos a partir de 3-1-1967" da Mogiana informa que "os trens P1 param na ex-estação de Desembargador Furtado". "Nasci em Desembargador Furtado (Mogiana). Saí de lá só com o fechamento da estação em 1957. Meu pai era telegrafista ali. Trabalhei na Mogiana como telegrafista em outros locais, desde 1962 até 1973 quando saí" (Sidney Saviani, Campinas, 07/2002). Em 1977, vinte anos depois, o último trem passou por ali, sem parar. Em 1981, a VFCJ passou a operar o trecho com fins turísticos, mas a velha estação, fechada havia mais de vinte anos, entrou em litígio de posse e não pôde ser incorporada à ABPF. Em 2005, junto à estação existia ainda uma colônia, infelizmente abandonada, que ainda mostrava em suas ruínas um conjunto arquitetônico harmonioso; nela, na primeira metade do século XX, a Mogiana mantinha ferroviários responsáveis pela manutenção do trecho, e da ponte sobre o rio Atibaia, próxima dali. Também foi ali a primeira escola de sericicultura no país, para aplicar a seda no tratamento de algodão, que a fazenda também produzia. A fazenda foi dividida pelos seus herdeiros em chácaras, e, em sua sede, está instalado hoje o Hotel Solar das Andorinhas. É a única estação que ainda não pode ser restaurada pela ABPF, diz-se, por conflitos com os moradores do local. Texto de Ralph Menucci Giesbrecht, para o site http://www.estacoesferroviarias.com.br
Atual pátio de armazenamento e centro de restaurção da ABPF Campinas. Fica quase sempre com os portões fechados, mas para visitar o acervo, basta abri-los e se identificar. A estação de Carlos Gomes-nova foi aberta em 1929, para substituir na linha nova a estação original, desativada no mesmo dia. O pátio da nova Carlos Gomes tinha então cinco linhas, uma delas destinada a embarque de pedras e de gado, além de café. Em 09/04/1968, a estação foi fechada e transformada em parada. Com a abertura em 1973 da variante Boa Vista-Guedes, o trecho foi desativado quatro anos depois, em 1977, sendo recuperado apenas a partir de 1981 pela ABPF, que passou a operar o trecho através da recem-criada Viação Férrea Campinas-Jaguariúna, com fins turísticos. A estação foi reativada, e nela estão sempre estacionados, para restauro, carros, vagões e locomotivas que andam pelo trecho, sendo que muitas das composições estavam no pátio da estação de Jaguariúna antes da desativação dessa estação, em 1985. Texto de Ralph Menucci Giesbrecht, para o site http://www.estacoesferroviarias.com.br
A estação de Jaguariúna foi inaugurada em 1945, para substituir a antiga estação de Jaguari, desativada na mesma época por ter ficado fora do leito com a construção da variante Guana-bara-Guedes. Recebeu o novo nome, por determinação do Conselho Nacional de Geografia, que alterou o nome da cidade, de Jaguari para Jaguariúna. O estilo da estação acabou sendo muito seme-lhante às da Mogiana dos anos 1920, como Guanabara e Anhumas. Daqui, como na da velha Jaguari, saía o ramal de Amparo, desa-tivado em 1967. Segundo Luiz Haroldo Gomes de Soutello, neto do Visconde de Soutello, que deu nome a uma estação no ramal de Socorro, e bisneto do Comendador Guimarães, que deu nome a uma estação no ramal de Mococa, ambos diretores da Companhia Mogiana, quem projetou o prédio da estação de 1945 foi Manoel Amadeu Gomes de Soutello, seu pai. Em setembro de 1958, foi instalado na estação um equipamento para britagrem de pedras. A estação de Jaguariúna foi desativada em 1977, com o fim do tráfego na linha, causado pela construção da nova variante Boa Vista-Guedes. Uma nova estação, a terceira da cida-de (Jaguariúna-Fepasa), foi então construída fora da cidade. A velha estação foi, entretanto, reativada em 1981 para servir como estação de passageiros terminal e também como depósito de loco-motivas e vagões para o trem turístico da VFCJ. Divergências com a prefeitura de Jaguariúna levaram à retirada dos trilhos a partir da ponte sobre o rio Jaguari e à consequente remoção das locomotivas e vagões de seu pátio para a estação anterior, de Carlos Gomes, isto em 1985. "A VFCJ, controlada pela ABPF, teve um enorme prejuízo com isso, principalmente porque os trilhos que continuavam seu percurso a partir da estação se encontravam com a variante construída em 1973, na estação de Jaguariúna-Fepasa. A VFCJ perdeu a ligação com a linha da Fepasa, o que lhe facilitava o transporte por trilhos e não por caminhão, como é feito hoje, dos carros e locomotivas que adquire. A linha ficou isolada entre Anhumas e a ponte sobre o rio Jaguari. Todos os trilhos entre a ponte, a estação de Jaguariúna e a estação de Jaguariúna-Fepasa foram retirados em 1985" (Coaracy Camargo, 02/2003). Com isso, até 2006, o trenzinho chegava sobre a ponte, numa estação pequena construída para isso e chamada de Jaguary, como a antiga da cidade, e retornava de ré. O prédio da estação sofreu reformas que o descaracterizaram em relação à sua construção original, com a mudança de "mãos francesas", portas, janelas e o fechamento das extremidades laterais do prédio, que eram abertas. Serviu como biblioteca e sala de música, entre outras coisas. Uma velha locomotiva foi colocada à sua frente como recordação de uma época de ouro. Porém, os bons tempos voltaram: em 2006, um viaduto e o prolongamento da linha até a estação colocaram novamente os trilhos em Jaguariúna, vindos de Anhumas, graças à luta da ABPF, que jamais se conformou com a rasteira que levou em 1985. A cidade que meu bisavô Guilherme Giesbrecht ajudou a fundar e construir no já longínquo ano de 1894 voltou então a ouvir o apito do trem em seu âmago, não mais lá longe, como o foi por vinte anos. Texto de Ralph Menucci Giesbrecht, para o site http://www.estacoesferroviarias.com.br

2 comments

  • Photo of Caioccribeiro

    Caioccribeiro Mar 19, 2018

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    Trilha muito bem indicada, cheia de dicas! Nível muito fácil, dá pra fazer até com carro rebaixado (se vc não tiver pena dele!) vale a pena fazer e aproveitar pra comer uns quitutes no boteco da estação de Jaguariúna! Na volta, também é possível pegar a trilha ao contrário para evitar o pedágio...

  • Photo of Caioccribeiro

    Caioccribeiro Mar 19, 2018

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    Trilha muito bem indicada, cheia de dicas! Nível muito fácil, dá pra fazer até com carro rebaixado (se vc não tiver pena dele!) vale a pena fazer e aproveitar pra comer uns quitutes no boteco da estação de Jaguariúna! Na volta, também é possível pegar a trilha ao contrário para evitar o pedágio...

  • spasqualino Dec 25, 2018

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    Trajeto super tranquilo. As informações estão bem precisas.

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