Time  one hour 28 minutes

Coordinates 2759

Uploaded January 23, 2021

Recorded January 2021

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7.24 mi

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near Novo Ouro Preto, Minas Gerais (Brazil)

Há mais tempo, quando me disseram que era possível praticar mountain bike no campus Pampulha da Universidade Federal de Minas Gerais, em Belo Horizonte, não levei a sério e pensei que estavam exagerando, referindo-se, talvez, apenas ao uso de bicicletas de mountain bike em ruas asfaltadas ou calçadas. Porém, quando resolvi seguir a sugestão, sobretudo por meio das ótimas publicações do Hélio Jr., a quem sou muito grato, fiquei realmente surpreso.
Para quem mora em Belo Horizonte, o campus Pampulha é uma excelente opção para treinar MTB sem precisar se deslocar tanto quanto exige o acesso às trilhas mais famosas da região. Não é perfeito, mas é muito bonito e oferece diversos trajetos, inclusive single tracks em meio à vegetação densa (há muita sombra) e trechos que demandam habilidade técnica elevada.
Esta trilha, superior a algumas daquelas mais famosas, trata-se de um circuito de cross country olímpico – XCO, com 11,65km de extensão, percorrido em sentido anti-horário, com descidas e subidas bastante técnicas, diversas rampas (o pessoal do enduro frequenta lá), vários single tracks, muitos deles espetaculares, na mata fechada, estradas de terra, vias com calçamento poliédrico (pé de moleque), desvios entre calçamentos, meios-fios, caixas de energia ou de água subterrâneas, dentre outros obstáculos a serem enfrentados.
É possível acessá-la e iniciá-la facilmente por quaisquer das três entradas no campus, quais sejam, Av. Antônio Abrahão Caram, 763, Av. Pres. Antônio Carlos, 6627, e Av. Presidente Carlos Luz, 4664, abertas neste período de pandemia de segunda à sexta-feira, de 6h às 18h, exceto feriados, e com estacionamentos nas proximidades.
Em geral, o nível de dificuldade técnica é elevado, sendo os trechos mais complicados e perigosos, indicados por waypoints com fotos, o downhill do Everest, as descidas curtas e íngremes com drops abruptos finalizados em raízes escorregadias ou britas, as escadas de pedras, o single track no barranco e o downhill da Reitoria.
Sobre o downhill do Everest, um dos mais famosos no local, confira o vídeo abaixo, feito pelo Hélio Jr., quando o trecho estava em condições melhores do que as atuais (a cada chuva, fica pior), valendo destacar que no vídeo não é possível notar a forte inclinação de alguns declives:

Já o esforço físico demandado é moderado, tendo em vista a extensão de 11,7km e o ganho de elevação de 276m, segundo a Garmin, e de 162m, conforme o Wikiloc, sendo os aclives do Everest e do retorno após o downhill da Reitoria os mais duros, com inclinações às vezes acentuadas e pisos escorregadios em razão das raízes expostas e da umidade concentrada sob a copa das árvores. Evidentemente, quanto mais voltas forem concluídas no circuito, maior será o esforço físico.
Por outro lado, fique atento aos registros do GPS, porque o trajeto é permeado por bifurcações e, além disso, as entradas dos single tracks são difíceis de perceber, sendo necessárias algumas voltas para se acostumar aos detalhes (priorize a linha nos single tracks sempre que houver outras disponíveis). Nessa perspectiva, nos giros iniciais, sugiro que o aparelho de GPS seja ajustado para um zoom de 30m ou menos.
Ainda nesse quadro, há alguns pontos de interseção nos registros do GPS (não consegui evitá-los), o que pode levar a confusões quanto ao melhor sentido do percurso (qual trecho fazer primeiro em uma interseção). Para evitar estes contratempos, estude e siga o tracklog com zelo, porque ele foi gravado considerando os melhores sentidos do trajeto. Assim, sempre que possível, as inclinações mais técnicas foram feitas em sentido descendente, como no caso do downhill da Reitoria, enquanto as menos técnicas foram percorridas em sentido ascendente.
De outra parte, é preciso muito cuidado, atenção e responsabilidade, pois, afinal, o terreno ali não é nosso, mas dos pedestres e da comunidade universitária, sendo deles a prioridade absoluta em quaisquer trechos e condições. Depende da nossa boa conduta a continuidade da permissão da prática de MTB no local (não se esqueça de fechar as duas porteiras no caminho).
Também requer atenção o tráfego de veículos nas vias pavimentadas e, naquelas que não o são, a movimentação de tratores e pás-carregadeiras, em especial nas proximidades do waypoint “descida íngreme A”, onde estes equipamentos às vezes deslocam pilhas de compostagem (justamente por isto, este trecho é frequentemente alterado).
No que se refere à segurança, desde que comecei a pedalar no campus, e já pedalei bastante, sempre pela manhã, nunca tive problemas, nunca vi pessoas suspeitas e sempre notei vigilantes em diversos pontos. Aliás, o trajeto não é isolado, sendo regularmente frequentado por ciclistas, corredores e alunos.
Em relação à hidratação, há bebedouros em vários pontos do campus, alguns deles indicados nos waypoints, e, quanto ao sinal de celular, está disponível em todo o trajeto.
Enfim, se você reside em Belo Horizonte e deseja praticar mountain bike assiduamente, sem que suas responsabilidades cotidianas sejam comprometidas, esta trilha divertida, desafiadora, segura e bonita no campus Pampulha da UFMG é uma excelente escolha.
Se procura uma trilha mais leve, avalie o Circuito XCO beta na UFMG.
Confira os waypoints e as fotos com mais descrições.
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RESUMO DAS INFORMAÇÕES SOBRE O PERCURSO
Circuito XCO de 11,65km
Dificuldade técnica: 08/10
Dificuldade física: 06/10
Inclinação geral das subidas e descidas: moderada
Presença de sombras em aproximadamente 50% do trajeto
Beleza natural: 8/10
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ATENÇÃO: esta trilha foi feita em janeiro de 2021. Como as condições do percurso são continuamente alteradas, inclusive pelos períodos das chuvas e das secas, considere as descrições acima como indicativas das dificuldades existentes. Preserve a natureza, utilize equipamentos de segurança e, antes de iniciar uma trilha, observe as precauções divulgadas neste link, assim como os direitos e deveres dos ciclistas neste vídeo do canal “Bike é Legal”.

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Waypoint

Bebedouro

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Bebedouro e torneira

Waypoint

Bica d'água

Waypoint

Córrego

Waypoint

Descida íngreme A

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Descida íngreme B

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Downhill da Reitoria

Waypoint

Escadas

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Fim do downhill do Everest

Waypoint

Início do downhill do Everest

Waypoint

Pé de moleque

Waypoint

Sequência de rampas

Waypoint

Single track morro acima

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Single track no barranco

Waypoint

Subida do Everest

Waypoint

Subida íngreme

Waypoint

Vá pelo single track

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    You can or this trail