Time  2 hours 44 minutes

Coordinates 4478

Uploaded September 16, 2018

Recorded September 2018

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near Rego, Viana do Castelo (Portugal)

Grande parte do percurso PR5-Caminha mas desta feita com a adaptação necessária para sair do centro de Vila Praia de Ancora.
Nota para o acesso ao Vértice Geodésico do Cobertorinho - embora ainda se possa perceber o que em tempos foi um carreiro, o mesmo está de tal forma coberto de vegetação (leia-se "mato") que para lá chegar é necessário esforço.
O restante percurso, embora longo, é relativamente acessível.
Primeiro desafio - subir a escadaria
Belas vistas sobre Vila Praia de Ancora.
Um pouco acima da Capela de Nossa Senhora de Lourdes, por um carreiro.
A capela de São Pedro de Varais, a meia encosta numa das elevações da Serra de Arga, recentemente adaptada a zona de lazer, é uma das construções que revela como as produções românicas tardias, consensualmente consideradas obras singelas e desprovidas de rasgos arquitectónicos e decorativos, tiveram o seu espaço no Entre-Douro-e-Minho medieval, pautando, desta forma, todo o Norte e o centro do país, e não apenas as regiões mais periféricas e pobres de Trás-os-Montes e da Beira Interior. O edifício apresenta uma deliberada robustez dos panos murários, a que se juntam os escassos vãos de iluminação, a simplicidade da organização planimétrica e a quase inexistência de elementos decorativos, recorrendo, sistematicamente, a modilhões lisos. Estas características confirmam o seu estatuto de obra de transição estilística e a modéstia de recursos económicos envolvidos na sua edificação. Paralelamente, provam como o Românico foi o estilo de eleição no Norte do país até épocas muito tardias, cobrindo densamente o território. Planimetricamente, o templo caracteriza-se pela justaposição de dois rectângulos, o da nave (de maior comprimento, largura e altura) e a capela-mor, quadrangular e volumetricamente menor. A principal característica é o ligeiro desvio (cerca de 10º para Sul) da capela-mor em relação à nave, solução que não encontra fácil explicação. Aarão de Lacerda, reconhecendo este mesmo facto na Ermida do Paiva, perto de Castro Daire, sustentou que a disposição da capela-mor correspondia à posição da cabela de Cristo no acto da crucificação , mas a verdade é esta é uma hipótese que está longe de se considerar definitiva, pelas inúmeras lacunas que apresenta, uma vez que a inexistência de outros paralelos cronológicos e geográficos impedem a definição de uma corrente coerente e simbolicamente efectiva. A fachada principal reforça a modéstia do projecto, ao contemplar um portal principal "muito simples de arco apontado, assente em pés direitos, sem arquivoltas e sem quaisquer adornos". Sobrepõe-se-lhe um óculo relativamente apertado (e actualmente cego), sendo este alçado, o que possui maior impacto cenográfico, coroado por um pequeno campanário de sineira única, característica tão comum no chamado Românico tardio e rural. O tímpano do portal é a única parte da fachada que possui decoração, uma cruz inserida num círculo (típica do românico bracarense), aqui tratada de forma sumária, ladeada por duas "estrelas de salomão", elementos de carácter apotropaico. A extrema simplicidade da construção que, em alguns aspectos, chega a ser estilisticamente incaracterística, dificulta a atribuição de uma mais rigorosa datação. Carlos Alberto Ferreira de Almeida considerou-a já gótica e posterior ao século XIII, proposta que, posteriormente, recuou aos finais dessa centúria. A recente intervenção arqueológica no local complexificou as questões cronológicas, concluindo por três fases de edificação: uma primeira, dos séculos X-XII, de natureza altimedieval e visível ainda na "metade inferior da capela-mor"; a segunda, dos séculos XII-XIII, que corresponde, genericamente, à capela actual; e uma final, datável dos séculos XIII-XIV, altura em que se terá construído o arcossólio do interior e remodelado alguns elementos de iluminação. Na primeira metade do século XVI, o interior da capela foi objecto de uma campanha artística responsável pela decoração a fresco da parede do arco triunfal e, ao que tudo indica, da parede fundeira da capela-mor. Em 1999, aquando da intervenção de restauro destas pinturas, foi possível identificar a temática de alguns painéis: o Martírio de São Sebastião, do lado Sul do arco triunfal, e uma Descida da Cruz, a coroar o arco triunfal. In http://www.patrimoniocultural.gov.pt/pt/patrimonio/patrimonio-imovel/pesquisa-do-patrimonio/classificado-ou-em-vias-de-classificacao/geral/view/72931
Uma fonte
De onde se têm boas vistas para Caminha.
Deste miradouro, observa-se a vila de Caminha, onde se destaca a Torre do Relógio, a desembocadura do Rio Minho, a Mata Nacional do Camarido, o imponente Forte da Ínsua e o Monte de Santa Tecla (Espanha).
Embora o trilho indique a passagem por estas escadas optei por não o fazer indo antes pela muralha de Caminha.
Junto à praia de Moledo, actualmente com outro uso.
Deve existir uma história por detrás deste nome: ainda não a descobri.
O caminho até este local está coberto de vegetação.
O último antes de iniciar a descida para a Vila.

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