Time  3 hours 55 minutes

Coordinates 1364

Uploaded November 24, 2019

Recorded November 2019

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near Castanheiro, Bragança (Portugal)

- Trilho circular, com marcações, com início e fim no Largo D. Maria I.M.B.A. e Lima Pereira, em Castanheiro do Norte;
- Este trilho desenvolve-se essencialmente por estradões florestais e caminhos rurais em pleno Parque Natural Regional do Vale do Tua;
- Neste trilho percorre-se um conjunto de pontos de referência, com passagem pela aldeia de Tralhariz. Saindo da aldeia de Castanheiro, optou-se por fazer o trilho no sentido dos ponteiros do relógio (contrário ao sugerido no folheto oficial), passando pouco depois pela Igreja Matriz de São Brás e pela Capela e Miradouro do Senhor da Boa Morte. Após uma suave descida por estradão, chegou-se à aldeia de Tralhariz. Posteriormente fez-se um desvio para subir à Capela do Bom Jesus (local abandonado mas com uma fantástica vista sobre o vale). Após regressar ao trilho, inicia-se uma longa mas suave descida, por entre vinhedos e olivais, até se chegar aos meandros do Tua (zona escarpada conhecida por "Fragas Más"). A partir deste ponto e até ao ponto de partida, o percurso desenvolve-se ao longo de uma acentuada subida, sempre com o Tua ao nosso lado a serpentear entre as suas margens agrestes e escarpadas. Esta última etapa insere-se num vasto pinhal, pontuado a meio por um souto que se estende ao longo de uma corga, desde a aldeia de Castanheiro até à margem esquerda do rio Tua. Mesmo antes de entrar na aldeia, há ainda espaço para um pequeno desvio até ao imponente miradouro "Olhos do Tua", de onde se tem uma vista de cortar a respiração sobre este vale ancestral;
- Todo este percurso é sublime, quer pela beleza agreste das encostas rochosas, quer pela pacatez deslumbrante dos vinhedos e olivais em socalcos, tendo sempre por companhia o serpenteante vale do rio Tua... um trilho belíssimo!;
- Trilho com características fáceis do ponto de vista físico, tendo em conta a sua extensão e morfologia do terreno. Exceção para o acentuado declive ascendente que se têm que transpor no último terço do percurso. No entanto, é acessível a qualquer pessoa que goste e esteja habituada a caminhar.

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PR2 CRZ - TRILHO DO SENHOR DA BOA MORTE (oficial)
A pequena rota “Trilho do Senhor da Boa Morte”, tem o seu início e fim no painel informativo localizado perto da Junta de Freguesia da União das Freguesias de Castanheiro do Norte e Ribalonga. O trilho atravessa a aldeia e dirige-se para o Miradouro Olhos do Tua onde é possível ter uma vista privilegiada sobre o vale e o rio Tua. Deste local, o trilho desce em direção ao rio Tua, entrando na Microrreserva Castanheiro – Ribalonga, podendo observar-se bosques de castanheiros bravos. Na subida para a aldeia de Tralhariz, podem já observar-se bosques de sobreiro e azinheira, com zimbro e um antigo forno usado para secar figos. De Tralhariz, o trilho segue em direção à Ermida do Souto, onde se pode conhecer a Igreja Matriz dedicada a São Brás, a Capela e o Miradouro do Senhor da Boa Morte. Na descida para o ponto inicial é possível observar duas fontes, conhecidas localmente como a fonte D’Aqui e a fonte D’Além.
Extensão - 9,6 km
Tipo de Percurso - Pequena rota circular
Grau de dificuldade - Médio +
Duração - 3H45M
Época Aconselhada - todo o ano
Desnível - 510+
Ponto de Partida / Chegada - Castanheiro do Norte


PARQUE NATURAL REGIONAL DO VALE DO TUA
A área do Parque Natural Regional do Vale do Tua ( PNRVT ) é de aproximadamente 25 mil ha., situado no Baixo Tua, entre os distritos de Vila Real e Bragança, e integra os municípios de Alijó, Murça (margem direita do rio Tua), Vila Flor, Carrazeda de Ansiães (margem esquerda do rio Tua) e Mirandela. Na envolvência do PNRVT subsiste um conjunto de áreas protegidas, designadamente o Parque Natural do Douro Internacional, o Parque Natural do Alvão, o Parque Natural do Montesinho e a Paisagem Protegida da Albufeira do Azibo. O PNRVT tem uma particularidade importante: agrega 5 concelhos de culturas e tradições identitárias, que faz com que exista uma grande diversidade de escolha, por parte de quem o visita, ao nível da gastronomia, vinhos e artesanato, geologia e hidrogeologia, micro-reservas, e flora e agrossistemas. A paisagem é diversificada e marcada por serras, planaltos e vales encaixados, nomeadamente os dos rios Douro, Tua e Tinhela. A causa principal desta diversidade reside na variedade de litologias e estruturas geológicas que constituem a base destes relevos. A geomorfologia da região envolvente é bastante variada, fruto de características estruturais e litológicas específicas, e inclui vales profundos e vertentes declivosas, principalmente nos troços finais dos rios Tua e Tinhela, bem como afloramentos rochosos imponentes (cristas quartzíticas) e zonas de planalto, com relevo pouco acentuado. A área é caracterizada por uma diversidade climática que se traduz na paisagem vegetal, que apresenta como vegetação natural potencial mais característica, bosques de sobreiro – Quercus suber (com presença variável de azinheira e zimbro), nas áreas mais quentes e secas do vale, e bosques de carvalho-negral – Quercus pyrenaica, nas áreas mais frias e chuvosas do planalto e das principais serras. A flora da região é bastante variada, estimando -se que possam ocorrer na área de estudo cerca de 700 espécies de flora vascular e cerca de 400 espécies de flora criptogâmica (briófitos e líquenes). A fauna da região envolvente do Vale do Tua é numerosa e diversificada, tendo sido até ao momento identificadas 943 espécies, sendo 744 de invertebrados terrestres, 15 de peixes, 12 de anfíbios, 20 de répteis, 123 de aves e 29 de mamíferos, das quais 14 são quirópteros (i.e., morcegos). A este total há ainda a juntar um número indeterminado de espécies de invertebrados aquáticos, agrupados em 72 famílias. Em termos de património cultural, para além da inclusão parcial no Alto Douro Vinhateiro — Património da Humanidade, a área do PNRVT possui um vasto conjunto de valores patrimoniais arquitetónicos, arqueológicos e etnográficos. Importa destacar a atividade termal, a partir das nascentes das Caldas de Carlão/Santa Maria Madalena e da fonte termal das Caldas de São Lourenço, bem como um conjunto importante de quintas vocacionadas para a cultura da vinha, com potencialidades para o enoturismo, que têm vindo a desempenhar um papel cada vez mais relevante no desenvolvimento económico da região. Esta diversidade de valores naturais e patrimoniais presentes no PNRVT devem ser mantidos, valorizados e dados a conhecer, pelo que reúnem as condições necessárias para prosperar e acima de tudo para proporcionar à população residente momentos únicos e inesquecíveis.


CARRAZEDA DE ANSIÃES
Carrazeda de Ansiães é uma vila portuguesa, pertencente ao Distrito de Bragança, Região Norte e sub-região do Douro, com 1701 habitantes. O concelho tinha sede na antiga vila de Ansiães; as suas ruínas, a sul da actual sede concelhia, situam-se no alto de uma colina, cerca da aldeia de Lavandeira. O concelho obteve foral em 1075, tendo o estatuto de vila sido confirmado por alvará de D. João V de 6 de Abril de 1734. No século XIX a sede concelhia foi transferida de Ansiães para Carrazeda, e a antiga vila foi abandonada. O concelho de Carrazeda de Ansiães é uma terra antiga, variada e acolhedora que se estende por um território que possui uma das mais antigas demarcações com referências escritas na história do nosso país. Aqui, estamos num dos mais ancestrais concelhos portugueses, tendo a sua área territorial sido demarcada por volta do séc. XI, altura em que o rei leonês, Fernando Magno, lhe outorgou carta de foral. Desde esse período, Ansiães marcou toda a história do Nordeste Transmontano, estabelecendo-se nesta região como uma das mais importantes fortalezas da margem direita do rio Douro. O concelho desenvolve-se num interfluvial, estando demarcado a Sul e a Oeste pelos encaixados vales dos rios Douro e Tua e a Norte e Nordeste pela amplidão de um planalto, onde emerge uma paisagem mais uniforme e aquietada. O que marca esta circunscrição territorial e administrativa é, sem dúvida, a sua grande diversidade paisagística e os indeléveis testemunhos do seu rico passado histórico. De Foz Tua, ponto de encontro dos dois cursos fluviais, sobe-se, em cerca de meia hora, para a vila, sede do atual concelho. Neste percurso, com pouco mais de 15 quilómetros, experimenta-se uma verdadeira sensação de mudança. Num curto espaço de tempo, o xisto dá lugar ao granito, a vinha e a oliveira dão lugar ao castanheiro e à macieira, e o relevo deixa de ser agreste, abrupto, quase dramático, para se aquietar numa extensão aberta e calma, de silêncio e paz. Nos seus 281,8 km² vivem atualmente cerca de 7.600 habitantes distribuídos por 14 freguesias. Trata-se, portanto, de um concelho tipicamente rural que explora, economicamente falando, uma grande variedade de recursos agrícolas, onde o vinho, o azeite e a maçã constituem os produtos de maior rentabilidade. Da vinha, que ocupa sobretudo os habitantes das aldeias que se implantam dentro da área da "Paisagem Cultural Evolutiva e Viva", classificada como Património da Humanidade pela UNESCO, nasce o precioso e afamado "néctar", que aqui é chamado de "vinho fino" ou "vinho tratado", mas que a partir de Gaia invade os mercados internacionais com o carismático nome de "vinho do Porto". O azeite é também afamado e ombreia em qualidade com a laranja e o figo, com a castanha e a batata do planalto e com os subprodutos de uma atividade pastoril, em que o queijo ressalta como um produto de excelente qualidade. Nas últimas décadas é a produção de maçã que mais tem crescido no concelho, sendo atualmente um fruto de elevada qualidade. A maçã do planalto carrazedense é sumarenta e está sujeita aos mais elevados padrões de seleção antes de ser comercializada. A diversidade paisagística, a fauna, o património vernacular, o património natural, o património arquitetónico e sobretudo o património arqueológico são apenas alguns dos exemplos das potencialidades de sinergias locais que poderão ser fruídas por quem visitar o nosso concelho. A tudo isto dever-se-á juntar as valências da cinegética, da gastronomia, do artesanato, da etnografia e do termalismo, atividade lúdica e terapêutica em que Carrazeda de Ansiães também possui fortes potencialidades. Ao viajante é oferecida a habitual hospitalidade da sua população, a simpatia, a qualidade dos produtos locais, a beleza da paisagem e do seu ambiente natural, mas também a ancestralidade de uma terra que permite uma viagem por um tempo antigo onde, entre muitos outros exemplos, ancoram as famosas pinturas do Cachão da Rapa, as antas de Vilarinho da Castanheira e Zedes, as conhecidas fragas com inscrições rupestres (fragas das ferraduras) e o ex-libris local e regional: o Castelo de Ansiães, Monumento Nacional classificado desde 1910.
Waypoint

Castanheiro do Norte

Na aldeia do Castanheiro destaca-se as ruelas e recantos de um povoado marcado pelo típico casario construído em alvenaria de granito. A igreja matriz, de evocação a S. Brás, é um edifício de traça barroca onde se realiza uma afamada romaria religiosa e profana no dia três de fevereiro.
fountain

Fonte D'Além

Sacred architecture

Capela e Miradouro do Senhor da Boa Morte

O Miradouro do Senhor da Boa Morte enquadra-se num espaço religioso localizado junto à capela/santuário de devoção ao mesmo, foi erigido durante o século XVIII, sendo constituído por uma simples capela composta por duas partes, existindo uma divisão física entrem o corpo da igreja e a capela-mor na qual se encontra uma escultura alusiva ao Senhor da Boa Morte e uma representação do calvário. O templo apresenta uma forma perfeitamente circular onde se rasga uma porta de perfil retangular, orientada a ocidente e encimada por um pequeno campanário. O interior deste templo revela-se de uma grande riqueza pictórica, surgindo as paredes em granito revestidas por um estuque pintado com cenas do apostolado. A partir deste local é possível usufruir de uma vista panorâmica sobre o vale do Douro e sobre as encostas agrestes do rio Tua, onde se evidenciam as espécies botânicas tradicionais de cariz mediterrânico.
Sacred architecture

Igreja Matriz de São Brás

Waypoint

Tralhariz

Na aldeia de Tralhariz sobressai, de entre as suas habitações tradicionais que serpenteiam ao longo da elevação do Monte das Chãs, a Casa de Tralhariz, solar brasonado do século XIX.
Sacred architecture

Ermida e Miradouro do Bom Jesus

A capela do Bom Jesus de Tralhariz é uma pequena ermida abandonada num cabeço quase inacessível e trata-se de um dos mais interessantes exemplos de calvário rural, com pinturas murais barrocas dos meados do sec. XVIII. Situada no alto do monte de Tralhariz, é um lugar ermo de Trás-os-Montes, em que o esforço da subida é compensado pela vista panorâmica da Foz do Tua, Linha do Tua, Rio Douro e Douro Vinhateiro.
panorama

Panorâmica da albufeira do Tua

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Antigo Forno de Figos

Os fornos de secar figos proliferaram um pouco por toda a área geográfica designada por Terra Quente Transmontana. Atualmente abandonados e sem qualquer utilização com préstimo para o agricultor, estas antigas construções continuam a salpicar a paisagem rural de forma discreta e integrada, persistindo como autênticos vestígios arqueológicos, estruturas rústicas que nos chegam de um passado onde a economia agrícola de subsistência integrava e valorizava sustentadamente todos os recursos que a terra e o clima podiam oferecer.
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Miradouro 'Olhos do Tua'

Miradouro localizado no limite nordeste da aldeia de Castanheiro do Norte com uma excelente vista panorâmica sobre um amplo troço do vale do rio Tua. A estrutura do miradouro, projecto do escultor Paulo Moura, foi construída em aço corten e representa a quilha de um barco numa alusão à recente navegabilidade deste curso fluvial.
Waypoint

Pelourinho de Castanheiro do Norte

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