Time  7 days 17 hours 44 minutes

Coordinates 9800

Uploaded December 27, 2017

Recorded August 2017

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near Abisko, Norbotten (Ruoŧŧa)

Trilha do Rei, em tradução para Kungsleden, na região norte da Suécia, entre a localidade de Abisko, servida por estradas de carros e de trem, e o Refúgio Vakkotavare, à beira de uma estrada de carros. O caminho se dá todo por uma região ártica e montanhosa, com florestas até aproximadamente uns 500 metros de altura, a linha das árvores. A trilha se dá por vales, tendo relativamente poucas subidas e descidas, dada a distância. Nos mais de 100 km da trilha, há apenas um grande passo, o Passo Tjäktja, a aproximadamente 1100 metros de altura.

Há muita água pelo caminho. Os rios, engordados pelo degelo, são bastante caudalosos. Há muitas travessias de rios, a maior parte por pontes. Naquelas onde não havia pontes foi possível passar de botas sem molhar os pés. Dado o degelo, a trilha passa por muitos pontos saturados de água, e em muitos deles há madeiras colocadas para facilitar a passagem e não danificar a vegetação.

Em dois trechos, pagamos para atravessar lagos de barco a motor, o primeiro para chegar até o Abrigo de Alesjaure, e o segundo para partir do Abrigo de Teusa. É possível caminhar até o Abrigo de Alesjaure, mas poupamos 10 km. Já o Lago de Teusa tem que ser atravessado, embora é possível usar um dos barcos disponíveis pela associação sueca (STF) que administra os refúgios para atravessar a remo.

O inverno havia sido rigoroso e o degelo tardio. Apesar de termos começado a trilha em agosto, havia ainda muitos trechos alagados e, principalmente, enlameados. Em muitos trechos tínhamos que pisar em pedras para evitar afundar as pernas na lama. O degelo tardio também fez com que houvesse mais mosquitos que o normal. Quando o vento diminuía de intensidade tínhamos que colocar redes para proteger a cabeça das feras! Por fim, o degelo tardio também teve sua influência no tempo, que se mostrou nublado a maior parte do tempo. As temperaturas chegavam a 5 graus Celsius de noite e no máximo 10 de dia.

Ainda sobre o caminho, há muitos trechos em que se tem que caminhar sobre pedras grandes, verdadeiros campos de pedras que rolam montanha abaixo e se acumulam nos vales, e é necessário muito cuidado para não torcer o pé.

No caminho há refúgios a intervalos de um dia aproximadamente. Contando com os dois refúgios no começo e no final da travessia, são 9 ao todo. Neles há camas e há banheiros (de fossa). Há também cozinhas, onde a água não é encanada. Não há chuveiros, mas em alguns há saunas, e a água quente nas saunas pode ser utilizada para tomar banhos de bacia. Por fim, em muitos há lojas, onde pode-se comprar comida e alguns itens de higiene e primeiros socorros (em todos eles menos nos Refúgios de Tjäktja e Singi). A associação sueca que administra os refúgios vende um passe anual que dá descontos de 20% nas acomodações dos refúgios e permite utilizá-los durante o dia sem pagamento adicional.

Há também alguns abrigos, com banheiros, ao longo do caminho, assinalados no tracklog. Um deles nos foi providencial para escaparmos da parte mais intensa de uma chuva. Não é permitido dormir nos abrigos, a não ser em emergência.

A travessia foi feita em 9 dias e 8 noites. Preferimos acampar nas noites, ao invés de dormir nas camas dos refúgios, para economizar mas também para termos mais privacidade. Em apenas uma noite dormimos em um refúgio, o de Alesjaure, e em apenas duas outras noites dormimos nas áreas de acampamento do lado dos refúgios, os de Abiskojaure e de Salka. Nas outras 5 noites fizemos acampamento selvagem, o que é permitido durante toda a trilha, exceto nos primeiros 20 km, que se dão dentro do Parque Nacional de Abisko. Dada a quantidade de água, sempre disponível, e as vistas belíssimas de lagos, rios e montanhas, foram acampamentos fantásticos que curtimos, em todos, sozinhos.

Na trilha marquei os pontos onde acampamos. Há muitos outros pontos possíveis ao longo do caminho. Dos cinco pontos onde acampamos, apenas um não havia sido usado anteriormente.

O comprometimento da trilha é razoavelmente intenso: Há somente uma saída dela, um pouco depois da metade do caminho, a partir do Refúgio de Singi, mas envolve uma caminhada de dois dias. Não há assistência médica nos refúgios. Qualquer evacuação dela é feita por helicóptero. Há no entanto pontos de helicóptero nos refúgios, que são abastecidos no verão por este meio, e é possível contratar uma saída não emergencial de helicóptero a partir dos refúgios, por uma soma substancial!

Em Abisko é possível chegar de trem, a partir de Estocolmo, que foi o que fizemos, ou de ônibus a partir de Kiruna (servida por avião de Estocolmo). De Vakkotavare há um serviço de ônibus para Gallivare, que é servida pela mesma linha de trem que segue até Abisko.
Shelter

Abrigo com banheiro

Path
Shelter

Abrigo Kuoperjåkka

Shelter

Abrigo Nissonjokk

Shelter

Abrigo Tjäktjapasset

Camping

Acampamento selvagem

Camping

Acampamento selvagem

Camping

Acampamento selvagem

Camping

Acampamento selvagem

Camping

Acampamento selvagem

panorama

Canyon Abiskojakka

Mooring point

Ponto de barco

Refuge

Refúgio Abisko

Refuge

Refúgio Abiskojaure

Refuge

Refúgio Alesjaure

Refuge

Refúgio Kaitumjaure

Refuge

Refúgio Salka

Refuge

Refúgio Singi

Refuge

Refúgio Teusa

Refuge

Refúgio Tjäktja

Refuge

Refúgio Vakkotavare

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