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Coordinates 2891

Uploaded October 8, 2018

Recorded September 2018

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near Rates, Porto (Portugal)



A PURGA (física, emocional, ou outra que queiram escolher) PELA DOR é conhecida e utilizada em diferentes culturas. Resulta. E como resulta! Faz-nos sair do conhecido e testa-nos os limites. Por loucura, estupidez ou simples desafio pessoal arrisquei o Caminho Central Português em 7 etapas e sem treino ou preparação específica. Contando apenas com a experiência dos caminhos anteriores. 250km de terra batida, asfalto, paralelo, ervas, pó. Com frio e calor, com lesões pelo caminho, com 3 desistências em mente.


Fiz o Caminho sozinho e cruzei-me com peregrinos, bicigrinos, turigrinos e até girinos. Recuperei-me em fontes, em rios, em lagos. Até debaixo da ponte do rio Lima estive! Andei às 5h30 em bosques e florestas isolados e sombrios. Também ao sol, com 30°. Enfrentei medos e geri sub-etapa a sub-etapa, etapa a etapa. Aceitei elogios e incentivos. Ultrapassei insultos à minha missão e à minha necessidade de responder ao "E se?". Passei por pontes, igrejas, cafés, caminhos de cabras, galos, cavalos, nascer e pôr do sol. Encontrei companhia de viagem (obrigado André!) entre Labruja e Mós. De resto, sozinho. Focado nos pés, no edema, nas bolhas, nas botas que já me levaram 4 vezes a Santiago.


Com 6kg às costas a uma velocidade média de 4.5 a 5km/h já com paragens. Sem os luxos do costume, a mochila XPTO ficou em casa. Pedi a mochila do meu filho emprestada. A mais simples que pode existir. Sem símbolos de Santiago. Simples. Vi pessoas a peregrinar com mochilas, sem mochilas e até a chegar de táxi aos albergues. Questiono-me sobre os conceitos de peregrinação, pedestrianismo e turismo. Não me pareceu importante perder energia com isso.. Mantive o foco, o ritmo. Cozinhei, comi, lavei e sequei a roupa e segui. Até vi a preparação da receção a um novo pároco e uma desfolhada. Não sei ainda bem o impacto desta viagem. Só sei que cheguei. Está feito.


Agradeço às minhas botas que, até hoje, fizeram 800km até Santiago. Foi a sua última vez. Entram outras em ação. Que experiência! Terminada com a acústica e mantras únicos da Catedral e, a posteriori, com a alegria contagiante da Tuna de Direito da Universidade de Santiago. O Caminho de Santiago continua ainda a ser um Caminho de Humanidade.


Nota prévia:
PORTO a VALENÇA = "CAMINHO DE CABRAS" (Piso duro. Muito granito.)
VALENÇA a SANTIAGO = "ALCATIFA" (Piso muito mais regular. Os espanhóis estão a nivelá-lo tanto que qualquer dia vamos em passadeiras rolantes).



PORTO A SANTIAGO DE COMPOSTELA | 2018 | 7 ETAPAS | 250KM
Etapa 00. Sé do Porto à Igreja do Carvalhido (saída do centro da cidade)
Etapa 01. Porto - São Pedro de Rates
Etapa 02. São Pedro de Rates - Tamel
Etapa 03. Tamel - Ponte de Lima
Etapa 04. Ponte de Lima - Valença
Etapa 05. Valença - Redondela
Etapa 06. Redondela - Caldas de Reis
Etapa 07. Caldas de Reis - Santiago de Compostela


DADOS GPS
Distância: 28.03km
Hora de início: 07:03
Hora de chegada: 14:06
Tempo em andamento: 05:56
Tempo parado: 01:07
Média em andamento: 4,7 km/h
Média geral (com paragens): 4.0 km/h


NOTAS SOBRE A ETAPA
A etapa de São Pedro de Rates até Tamel é uma etapa bonita. No geral, realizada em zona florestal, com alguns cortes de paisagem citadina, principalmente na zona de Barcelos. A distância não é propriamente das mais curtas (28km), mas também não é das mais difíceis. A altimetria é aceitável, com um acumulado de subida/ descida na ordem dos 450m. O piso é relativamente melhor do que na etapa anterior.
No entanto, provavelmente devido ao calor, foi precisamente neste etapa que me surgiu - pela primeira vez! - uma bolha no calcanhar direito. Aproveitei o tempo no albergue para refrigerar os pés num tanque que há no albergue e aproveitei também para hidratar ambos os pés, especialmente a zona da bolha.
Algumas razões para o aparecimento da bolha: piso extremamente duro na etapa anterior; longa distância; sapatilhas longe da capacidade de amortecimento inicial (já com 550km de caminhos similares); calor; ausência de preparação física para uma maluquice destas.
A partir daqui, o objetivo deixou de ser "chegar a Santiago" e passou a ser "chegar até Ponte de Lima".

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A saída de São Pedro de Rates começou mal, pois enganei-me no percurso logo nos primeiros metros. No cruzeiro, em vez de virar à direita, continuei em frente. Depois, à noite, tive de corrigir a rota. Desta vez, não tinha levado os tracks GPS, pelo que o que me valeu foi ter um companheiro de viagem prevenido, que utilizou o smartphone para nos colocar de volta na rota. Esperava uma etapa de cerca de 25km, sem grandes preocupações. A ideia era ir "nas calmas", pois não se esperavam grandes desafios e a ideia era parar um pouco em Barcelos, para tirar fotografias. Aproveitei assim a companhia de um croata e fui com ele até Barcelos.
Continuamos a progressão num piso muito melhor do que o paralelo e o asfalto do dia anterior. No entanto, com muito pó. O terreno estava seco.
Continuamos na Rua Caminho de Santiago, viramos à esquerda para a rua do Ferrado e, uns metros à frente, viramos a uns 120º (parece quase 180º) para a rua Central e depois para a rua do Quintão. Estamos prestes a chegar a Pedra Furada.
O nome desta localidade está associado a uma lenda segundo a qual Santa Leocádia foi enterrada no povoado, mas lápide ficou com um orifício circular, por onde ela terá saído. https://pt.wikipedia.org/wiki/Pedra_Furada
Entramos na N306 e cruzamo-nos à frente com a Igreja de Pedra Furada, onde realmente está lá a pedra! O nome desta localidade está associado a uma lenda segundo a qual Santa Leocádia foi enterrada no povoado, mas lápide ficou com um orifício circular, por onde ela terá saído. https://pt.wikipedia.org/wiki/Pedra_Furada
Neste troço, andamos na N306 de uma forma quase que interminável! Descemos depois para a Capela da Nossa Senhora da Guia. "A Capela de Nossa Senhora da Guia no Lugar de Silgueiros, foi mandada construir em 1747 por Manuel Fernandes Braziela, natural de Pereira, Ausente no Brasil. Tem características da Renascença. Começou por ser chamada a Capela da Fonte do Cidral e era dedicada ás almas do porgatório, omo bem o testemunha o artístico retábulo sobre o altar. Em 1959 estava sob administração particular de Lucinda da Silva Fernandes, que a doou á Paroquia. As suas fontes publicas são: as de Entre Devesas, Amingua, Varziela, Silgueiros e Cidral (Esta em forma de chafaris, caindo a água por uma bica em uma taça de pedra)" http://www.pereira.maisbarcelos.pt/?vpath=/inicio/historia/
Descemos até à Capela da Nossa Senhora da Guia e entramos numa zona florestal. É a única alteração que registo, desde a primeira vez que fiz o caminho em 2015. Penso que a alteração já existia nesta data, mas seria mais uma alternativa do que percurso oficial. Agora sim, já está devidamente marcada e evita-nos uns largos metros junto à estrada. Aumenta-nos é o percurso!
Continuamos por via florestal, até nos cruzarmos novamente com a N306 e iniciarmos o percurso na Rua dos Cruzeiros. Daqui, caminharemos até à M555, onde encontramos um cruzeiro e uma antiga casa senhorial.
Neste dia, encontrei uma festa para dar as boas-vindas ao novo pároco.
Nesta fase da caminhada, juntei-me a um grupo de 2 brasileiras e 1 guatemalense. Sigo ainda também com 1 croata com quem saí de São Pedro de Rates.
Continuamos pela rua da Estrada Real e entramos na rua de Mereces. Um pouco mais à frente, estaremos a entrar em Barcelinhos.
Nesta altura, o caminho torna-se citadino e indica-nos a aproximação a Barcelinhos e a Barcelos.
Túnel sob N103
À entrada de Barcelinhos, já avistamos Barcelos e encontramos um albergue privado, do nosso lado esquerdo.
No final da descida, antes da ponte, encontramos um largo do nosso lado esquerdo. Ao fundo, o albergue de peregrinos. Até ao momento, tinham-se percorrido 16,30km, desde a saída de Tamel.
Entrada em Barcelos, passando na Ponte Medieval
Cruzeiro do Senhor do Galo e Paço dos Condes de Barcelos "A lenda do Galo de Barcelos narra a intervenção milagrosa de um galo morto na prova da inocência de um homem erradamente acusado. Está associada ao cruzeiro seiscentista que faz parte do espólio do Museu Arqueológico, situado no Paço dos Condes de Barcelos. Segundo a lenda, tinha sido roubado um valioso serviço de mesa de prata, durante uma grande festa em casa do homem mais rico de Barcelos. Os habitantes andavam alarmados com o crime, do qual ainda não se tinha descoberto o ladrão. Certo dia, apareceu um galego que se tornou suspeito. As autoridades resolveram prendê-lo, apesar dos seus juramentos de inocência, que estava apenas de passagem em peregrinação a Santiago de Compostela, em cumprimento duma promessa. Condenado à forca, o homem pediu que o levassem à presença do juiz que o condenara. Concedida a autorização, levaram-no à residência do magistrado, que nesse momento se banqueteava com alguns amigos. O galego voltou a afirmar a sua inocência e, perante a incredulidade dos presentes, apontou para um galo assado que estava sobre a mesa e exclamou: “É tão certo eu estar inocente, como certo é esse galo cantar quando me enforcarem." O juiz empurrou o prato para o lado e ignorou o apelo, mas quando o peregrino estava a ser enforcado, o galo assado ergueu-se na mesa e cantou. Compreendendo o seu erro, o juiz correu para a forca e descobriu que o galego se salvara graças a um nó mal feito. O homem foi imediatamente solto e mandado em paz. Alguns anos mais tarde, o galego terá voltado a Barcelos para esculpir o Cruzeiro do Senhor do Galo em louvor à Virgem Maria e a São Tiago, monumento que se encontra no Museu Arqueológico de Barcelos. Este também é representado pelo artesanato minhoto, geralmente de barro, conhecida por galo de Barcelos e é um símbolo de Portugal e foi adotado por Gil Vicente como sua mascote." http://oficinadaformiga.com/a-lenda-do-galo-de-barcelos-•-the-legend-of-the-rooster-of-barcelos/
Entramos em Barcelos, junto ao Teatro Gil Vicente, percorrendo a rua António Barroso até à Torre Medieval e ao Templo do Senhor Bom Jesus da Cruz. Uma zona muito agradável. A igreja do Senhor da Cruz é um dos principais templos da cidade e aquele que levou a uma reformulação integral dos eixos de circulação, dentro do burgo, e dos próprios caminhos que partiam para Norte. A sua construção original remonta aos inícios do século XVI, na sequência de um milagre ocorrido em 1504. Nesse ano, conta a lenda que apareceu uma cruz, "de terra bem negra, no chão barrento do Campo da Feira, numa sexta-feira de Dezembro" (ALMEIDA, 1990, p.21). A partir deste momento, instituiu-se, em Barcelos, uma das principais devoções do Minho, que chegou até aos nossos dias. Os anos seguintes ao milagre assinalam um enorme crescendo religioso, crença que está na origem de um primitivo cruzeiro aí construído e de uma singela capela. Em boa verdade, a devoção ao Bom Senhor da Cruz é uma das marcas mais importantes do percurso religioso do século XVI, ligado à Devotio Moderna e à influência flamenga do Portugal manuelino. Isto mesmo se testemunha na grandiosa imagem do Senhor da Cruz, actualmente exposta num retábulo barroco do interior, e que data dos inícios do século XVI, sendo uma obra importada do Norte da Europa. O templo que hoje podemos observar nada tem de quinhentista. A sua construção data do século XVIII e é, seguramente, uma obra de referência da arquitectura barroca nacional. Em 1698, deu-se o início do processo, com o envolvimento do arcebispo de Braga, D. João de Sousa. Três anos depois, o projecto do arquitecto João Antunes ganhava este concurso e dava-se início à construção. João Antunes foi o mais prestigiado arquitecto nacional ao seu tempo, a ele se ficando a dever a notável obra da igreja de Santa Engrácia, de Lisboa. A sua acção prolongou-se desde as décadas finais do século XVII até 1512, data em que aparece documentado, pela última vez. O seu trabalho no Minho está intimamente relacionado com a arquidiocese, trabalhando primeiro na Casa do Tesouro, da Sé de Braga, obra que lhe terá valido o concurso para o Senhor da Cruz de Barcelos. Nesta altura, Antunes é um arquitecto prestigiadíssimo, no auge da sua carreira. A sua marca de qualidade está bem patente no projecto que concebeu em Barcelos e de que destacamos três aspectos essenciais. O primeiro relaciona-se com o impacto cenográfico da construção. Beneficiando da localização da antiga capela em relação à vila, junto ao Largo da Porta Nova e ao amplo terreiro da Feira de Barcelos, Antunes pôde desenvolver uma obra desafogada e de enorme carácter cenográfico, tão ao gosto do Barroco. O segundo aspecto a destacar é o eruditismo do projecto, que aqui se alia a uma certa austeridade decorativa. A planta revela uma opção clara pelo plano centralizado, baseado num cículo com dois prolongamentos rectangulares relacionados entre si e ligando axialmente a capela-mor e a entrada principal. No interior, o espaço central, destinado à oração reservada, é protegido das grandes multidões de peregrinos através de um corredor que corre paralelamente às três entradas. A austeridade decorativa tem real expressão no exterior, na sábia alternância de paredes lisas e curvas e na hierarquia das passagens para o interior, com a porta principal sobrepujada por tímpano curvo e as laterais com tímpano triangular. Finalmente, o interior do templo foi concebido à maneira barroca, como obra de arte total. João Antunes não foi apenas o arquitecto do projecto arquitectónico. A ele se ficou a dever, também, os espaços para os retábulos, os mármores e os azulejos, processo de enriquecimento que decorreu já na década de 20, mas com grande probabilidade seguindo as orientações de Antunes. http://www.patrimoniocultural.gov.pt/pt/patrimonio/patrimonio-imovel/pesquisa-do-patrimonio/classificado-ou-em-vias-de-classificacao/geral/view/73205
Continuamos o caminho percorrendo a rua ao lado esquerdo do Templo do Senhor do Bom Jesus da Cruz, entrando no Jardim da Avenida da Liberdade
Saímos de Barcelos, junto ao McDonald's.
Continuamos o caminho pela longa Avenida Paulo Felisberto. Uma zona claramente citadina.
Na rotunda, viramos à direita para entrarmos na rua das Flores.
Continuamos pela rua das Flores e pela rua de Vermil.
No final de rua de Vermil, iremos virar à direita, passando pela rua das Raízes e pela rua da Ajuda. Na rua da Ajuda, conseguimos ver o Estádio Cidade de Barcelos.
Na rua da Ajuda, conseguimos ver o Estádio Cidade de Barcelos.
Passamos pela Igreja de Vila Boa e continuamos pela rua da Igreja - uma reta com subida ligeira (com o acumular dos km, nada é "ligeiro". Tudo pesa). "A Freguesia de Vila Boa era conhecida antigamente por Vila Boa do Tamel e depois por S. João do Tamel, já que se posiciona nesse vale fértil. Em 1220 vem com a designação “De Sancto Johanne de Tamiel, da Terra de Neiva”. Dependia administrativamente daquele acastelado centro e não era Reguenga. Como o topónimo 1 indica, é um povoado bastante antigo, confirmado por outros, tais como Sandim e Vermoil que apontam para alguns presores 2 que por aqui se instalaram nos inícios da Reconquista. Em 1258 aparece nas Inquirições de D. Afonso III, com a designação: " Sancti Johannis de Vila Bona de Tamial". A sua população no século XVII, era de 50 habitantes, tendo crescido para 66, no século XVIII, e 284, no século XIX. Hoje é uma freguesia com 1640 habitantes de acordo com os censos de 2001. Barcelos foi uma das terras que recebeu uma Forca permanente e a freguesia de Vila Boa foi a escolhida para a construção desta. No antigo lugar da Forca Velha foi construída a primitiva forca, antes de ser transferida para a freguesia de Barcelinhos. Actualmente encontra-se no Museu Arqueológico de Barcelos, cercada por um jardim. A igreja Paroquial desta freguesia fica numa planície, donde se disfruta de um lindo panorama. É um edifício baixo, todo em pedra despida de qualquer reboco. Na sua silharia, principalmente na capela-mor, vêem-se algumas siglas e sinais maçónicos dos antigos pedreiros construtores de monumentos. Na sua fachada, encimada por uma cruz e ladeada por duas pirâmides, abre-se uma pequena rosácea por baixo da qual se estende um largo alpendre, parapeiteado de pedra e sustentado por seis colunas. Debaixo desse alpendre, junto à porta principal, vê-se uma sepultura rasa com tampa de pedra em que se lê a seguinte inscrição:« A J. DOMINGOS MANOEL DVARTE PINHEIRO ABBADE QVE FOI DESTA FREGVEZIA N. 13-12-2 F. 22-2-91 ». Ao lado direito da fachada, a facear com esta, eleva-se um pequeno torreão para o sino e atrás, junto a capela-mor, uma pequena sacristia. Dentro esta capela é forrada a madeira pintada e o seu altar é antigo em bela talha estilo renascença. A tribuna é fechada por um lindo painel representando o baptismo de Cristo. O corpo da igreja é igualmente forrado a madeira pintada, tendo dois altares: o do lado do evangelho é moderno e o da epístola é antigo, no mesmo estilo do altar-mor. Tem ainda dois inestéticos oratórios nas paredes, um de cada lado. Tem coro, púlpito e baptistério com pia de granito, antiga.3 A igreja foi restaurada no seu interior, toda a talha e tecto no ano de 1998. O painel do baptismo de Jesus que se encontrava na tribuna foi retirado e colocado em “quadro”, estando hoje na parede direita da Igreja. Também no ano seguinte foi feito o arranjo urbanístico do adro, tirando-se do mesmo o trânsito. Sendo o responsável pela obra o nosso pároco Padre Albino Azevedo Faria." http://www.vilaboa.maisbarcelos.pt/?vpath=/inicio/historia/
"Cruzeiro do Espírito Santo Este encontra-se no centro de um pequeno largo, formado por três caminhos ao sul da capela do Espírito Santo. É uma linda peça arquitectónica: base bem trabalhada, tendo na frente, virada à capela, a cabeça de um anjo; na do lado direito a inscrição: «ESTA OBRA MANDOV FAZER FRANCISCO DE GOVVEA A.1568»; na da frente um escudete4 com as armas apagadas, que não se podem ler, e finalmente na do lado esquerdo uma caveira com a fita em que se lê: «ALEMBRA-TE». " http://www.vilaboa.maisbarcelos.pt/?vpath=/inicio/historia/
Pode atravessar a linha e corta uns quantos metros. Mas as placas no local são claras: mantenha-se na estrada e não atravesse a linha. Se atravessar, poupa 350m de caminhada.
Continuamos a cmainhada por terra batida, em direção à Quinta de Sendim.
"Capela de Santa Cruz, construída no século XIX, época em que mais se difundiu por esta parte no concelho o milagre do aparecimento da santa cruz desenhada no solo. Junto desta capelinha, um pouco ao sul, erguem-se as paredes de um edifício em parte concluídas até a cornija e pirâmide, o qual ainda incompleto, pelas proporções que apresenta, devia ser grandioso. Dentro vê-se um veio de terra mais escura, em forma de cruz, cujo aparecimento o povo atribuiu a causa milagrosa. Na ultima década do século XIX fizeram-se aí romarias importantíssimas a que os devotos concorriam com grandes donativos, que eram aplicados na construção do projectado templo." http://www.goios.maisbarcelos.pt/?vpath=/inicio/historia/
A caminhada continua por estradas de paralelo e terra batida. Uma zona sossegada e arborizada.
Continuamos em zona florestal, até chegarmos em asfalto, com a indicação do albergue de Tamel.
Subida da rua da Cruz. Esta subida não é propriamente difícil de ser feita. Mas com o acumular dos km, já não é também uma tarefa fácil. Neste dia, particularmente, a temperatura andou na ordem dos 30ºC.
Entramos na M543, com uma cruz do nosso lado esquerdo e iniciamos a subida até ao albergue. Esta puxou um pouco mais!
Chegada ao albergue. À semelhança do albergue de São Pedro de Rates, é um albergue com muito boas condições, tanto interiores como exteriores. Fica junto à Igreja Paroquial de São Pedro de Fins.

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