Time  7 hours 26 minutes

Coordinates 4206

Uploaded October 7, 2018

Recorded September 2018

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near Senhora do Porto, Porto (Portugal)



A PURGA (física, emocional, ou outra que queiram escolher) PELA DOR é conhecida e utilizada em diferentes culturas. Resulta. E como resulta! Faz-nos sair do conhecido e testa-nos os limites. Por loucura, estupidez ou simples desafio pessoal arrisquei o Caminho Central Português em 7 etapas e sem treino ou preparação específica. Contando apenas com a experiência dos caminhos anteriores. 250km de terra batida, asfalto, paralelo, ervas, pó. Com frio e calor, com lesões pelo caminho, com 3 desistências em mente.


Fiz o Caminho sozinho e cruzei-me com peregrinos, bicigrinos, turigrinos e até girinos. Recuperei-me em fontes, em rios, em lagos. Até debaixo da ponte do rio Lima estive! Andei às 5h30 em bosques e florestas isolados e sombrios. Também ao sol, com 30°. Enfrentei medos e geri sub-etapa a sub-etapa, etapa a etapa. Aceitei elogios e incentivos. Ultrapassei insultos à minha missão e à minha necessidade de responder ao "E se?". Passei por pontes, igrejas, cafés, caminhos de cabras, galos, cavalos, nascer e pôr do sol. Encontrei companhia de viagem (obrigado André!) entre Labruja e Mós. De resto, sozinho. Focado nos pés, no edema, nas bolhas, nas botas que já me levaram 4 vezes a Santiago.


Com 6kg às costas a uma velocidade média de 4.5 a 5km/h já com paragens. Sem os luxos do costume, a mochila XPTO ficou em casa. Pedi a mochila do meu filho emprestada. A mais simples que pode existir. Sem símbolos de Santiago. Simples. Vi pessoas a peregrinar com mochilas, sem mochilas e até a chegar de táxi aos albergues. Questiono-me sobre os conceitos de peregrinação, pedestrianismo e turismo. Não me pareceu importante perder energia com isso.. Mantive o foco, o ritmo. Cozinhei, comi, lavei e sequei a roupa e segui. Até vi a preparação da receção a um novo pároco e uma desfolhada. Não sei ainda bem o impacto desta viagem. Só sei que cheguei. Está feito.


Agradeço às minhas botas que, até hoje, fizeram 800km até Santiago. Foi a sua última vez. Entram outras em ação. Que experiência! Terminada com a acústica e mantras únicos da Catedral e, a posteriori, com a alegria contagiante da Tuna de Direito da Universidade de Santiago. O Caminho de Santiago continua ainda a ser um Caminho de Humanidade.


Nota prévia:
PORTO a VALENÇA = "CAMINHO DE CABRAS" (Piso duro. Muito granito.)
VALENÇA a SANTIAGO = "ALCATIFA" (Piso muito mais regular. Os espanhóis estão a nivelá-lo tanto que qualquer dia vamos em passadeiras rolantes).



PORTO A SANTIAGO DE COMPOSTELA | 2018 | 7 ETAPAS | 250KM
Etapa 00. Sé do Porto à Igreja do Carvalhido (saída do centro da cidade)
Etapa 01. Porto - São Pedro de Rates
Etapa 02. São Pedro de Rates - Tamel
Etapa 03. Tamel - Ponte de Lima
Etapa 04. Ponte de Lima - Valença
Etapa 05. Valença - Redondela
Etapa 06. Redondela - Caldas de Reis
Etapa 07. Caldas de Reis - Santiago de Compostela


DADOS GPS
Distância: 37.22km
Hora de início: 07:05
Hora de chegada: 14:30
Tempo em andamento: 06:20
Tempo parado: 01:04
Média em andamento: 5,9 km/h
Média geral (com paragens): 5 km/h


NOTAS SOBRE A ETAPA
Inicio a etapa na Igreja do Carvalhido pois a maioria dos peregrinos sai do Porto por esta via. Sempre em frente a partir daqui. A maioria também pernoita em diferentes albergues ou AirBnB. Optei por criar uma etapa 00, que se inicia na Sé do Porto e termina neste ponto. Também de realçar que a maioria dos peregrinos já nem faz esta etapa, pois vai de metro até Vilar do Pinheiro, seguindo depois para Vairão. Só este "corte" elimina a zona citadina e industrial em 15km. Pelo que, desde o metro de Vilar do Pinheiro até Rates serão 22km, em vez de 37km (desde o Carvalhido) ou 41km (desde a Sé do Porto).
A etapa é cansativa pois é predominantemente citadina e industrial, melhorando a partir da Ponte D'Zameiro. É um percurso com piso em asfalto, paralelo e terra batida com pedras soltas de diversos tamanhos e feitios. Por esse motivo, é uma prova dura que poderá colocar em causa as etapas seguintes. Especialmente se forem com a ideia (louca) de fazer o Caminho de Santiago, desde o Porto, em 7 etapas.
Classifico a dificuldade do percurso em "difícil" por 2 motivos: piso e distância. É uma distância de 37km (o Wikiloc foi otimista e otimizou para 36km!), desde a igreja do Carvalhido ou de cerca de 41km, desde a Sé do Porto.
O traçado GPS é ligeiramente diferente do que havia realizado em 2015, desde São Miguel de Arco até Rates. Pessoalmente, acho que melhorou. No entanto, a altimetria é mais puxada.


Para quem tiver tempo e quiser compreender melhor este percurso, recomendo o meu track GPS, de março de 2019 - Vairão-Rates-Vairão | Para quem quer treinar para o 1º Caminho de Santiago. Neste track corrigi o erro que cometi (por distração) à saída de Vairão e à chegada a Vilarinho. Fui por estrada e devia ter seguido pelo caminho florestal. MAS... à saída de Vilarinho, na N306, segui pelo caminho original, em vez de seguir pela placa que diz "desvio/ detour". E gostei! Passei nas Portas da Maia. É o caminho mais fiel do caminho que ligava a Maia a Vila do Conde, onde a Ponte D'Zameiro era o único local de travessia do rio Ave.

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Waypoint

Monte dos Burgos (cruzamento) - Saída do Porto

“A Estrada da Circunvalação (N12). Esta estrada tem uma origem e traçado militar: a placa central era originalmente um fosso, com 2 a 3 metros de profundidade, e com postos de sentinela a cada 150 metros. Construída entre 1889 e 1896, servia como barreira alfandegária, para taxação dos bens de consumo que entravam no Porto. Existiam ao longo dela, nas estradas de acesso à cidade, 13 edifícios onde os funcionários da Coroa, do Bispado e do Município estavam instalados e cobravam as taxas. Ficou portanto, a cobrança do imposto municipal, em 1897, a fazer-se as seguintes barreiras de fiscalização do Estado: Esteiro, Freixo, Campanhã, São Roque, Rebordões, Areosa, Azenha, Amial, MONTE DOS BURGOS, Senhora da Hora, Pereiro, Vilarinha e Castelo do Queijo." https://viverramalde.wordpress.com/2015/02/07/historia-e-origem-da-estrada-da-circunvalacao/
Intersection

Rua Nova do Seixo - Padrão da Légua (cruzamento) - Rua de Recarei - Rua de Gondivai

Desde o cruzamento de Monte dos Burgos, continuamos pela rua Nova do Seixo, passando pelo cruzamento de Padrão da Légua. Uns metros à frente do cruzamento de Monte dos Burgos, encontramos o desvio para o Caminho Português da Costa. Ver os percursos que fiz em 18-05-2019 - Caminho da Costa (Porto a Mindelo/ Vila do Conde) ou o último e MAIS COMPLETO, de 16-06-2019, Caminho da Costa (Porto a Póvoa de Varzim) . São 27km, desde a bifurcação até ao albergue da Póvoa de Varzim. Daí, continuamos pela rua de Recarei, até passar por baixo da A4, continuando depois pela rua de Gondivai, até Araújo.
Sacred architecture

Igreja do Araújo

Vindos da rua de Gondivai, entramos na rua do Araújo, onde encontramos a Igreja do Araújo. De seguida, continuamos na mesma estrada, que muda para o nome da localidade - rua de Custió.
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Rua de Custió (direita) e Rua da Ponte de Moreira (esquerda)

Vindos na rua de Custió, o caminho continua pela Rua da Ponte de Moreira (à esquerda). A entrada da rua da Ponte de Moreira é uma zona de moradias.
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Rua da Ponte de Moreira (anterior à entrada em Moreira da Maia)

Continuamos na rua da Ponte de Moreira, entrando depois em direção a Moreira da Maia.
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N107 e N13, encontram-se na rotunda

Saindo da rua Ponte de Moreira, viramos à direita, continuando pela N107, até encontrar a rotunda com a N13 e entrada em Padrão de Moreira.
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Cruzeiro (moderno) em Padrão de Moreira

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Saída da N13 para a Rua Monte Clara

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Zona Industrial da Maia - Rua Engenheiro Frederico Ulrich

Vindos de cemitério de Moreira, passamos pela rua Monte Clara, virando depois à direita para a rua Manuel Batista Barros e à esquerda, para a travessa Manuel Batista Barros, que nos leva até à Rua Engenheiro Frederico Ulrich, onde vemos os logótipos e as estruturas do Pingo Doce e da SEUR.
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Rua Engenheiro Frederico Ulrich

Local onde viramos à esquerda para a rua do Outeiro.
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Rua Dr. José Aroso

Saindo da rua do Outeiro, viramos à esquerda, continuando a marcha pela Rua Dr.José Aroso. A partir deste ponto, começamos a sentir a mudança do piso - passando de asfalto e cimento para paralelo. Se há pisos que se vão manter até Valença, este é um dos bons exemplos. Desde cedo, os pés começam a sofrer com a dureza e a instabilidade do piso, o que pode condicionar desde cedo a caminhada até Santiago. Este é um fator decisivo para limitar a realização de Porto a Santiago em 7 dias.
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(1) Rua do Padinho - (2) Cruzamento dos Bombeiros de Vilar do Pinheiro - (3) Rua do Monte

Entramos agora na rua do Padinho, até a um cruzamento dos Bombeiros Voluntários de Vilar do Pinheiro (ver foto) e entrada em Mosteiró e na rua do Monte. Mantém-se um piso duro, que pouco ou nada absorve o choque da caminhada.
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(1)Largo da Lameira - (2) Rua da Costinha -(3) Rua da Arribela - (4) Rua do Padrão

Atravessamos por Mosteiró, passando pelo Largo da Lameira, rua da Costinha e rua da Arribela. O piso mantém-se desconfortável, pela sua dureza. Como ponto positivo, ao menos está nivelado!
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Entroncamento da Rua do Padrão com a Avenida Padre Antunes de Azevedo até à N306

Encontramos um cruzeiro no entroncamento e, ao fundo, avistamos a igreja de Padrão. Daí seguimos até a uma das zonas mais cansativas da etapa, que é percorrer a N306 até Gião. É necessário cautela, pois os passeios simplesmente não existem.
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Entrada de Gião

Information

Carimbo para Credencial de Peregrino - Gião

Aproveite a generosidade de Gião e aproveite para carimbar a Credencial de Peregrino.
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Escola Primária de Gião e N306

Continuamos a seguir a N306, passando pela Escola Primária de Gião e continuando novamente na N306. Necessário cautela pois não existem passeios em todos os troços.
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Rua da Igreja

Viramos à direita para a Rua da Igreja, passando pela Junta de Freguesia de Gião e pelo largo da Igreja. Continuamos até à rua de Tresval.
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Rua de Tresval - Chegada a Vairão

Mantemos o percurso num ótimo piso de pedra, que nos vai massacrando os pés a cada metro percorrido. Após umas moradias, do lado esquerdo, continuamos pela rua de Tresval até entrarmos numa reta com floresta de ambos os lados e, finalmente, chegando a Vairão. Uns metros à frente, encontramos um largo com Cruzeiro dos séculos XVII/ XVIII e a Capela de Santo Ovídio.
Sacred architecture

Capela de Santo Ovídio e Cruzeiro dos séculos XVI/ XVII

Chegamos a um largo com um cruzeiro dos séculos XVI/ XVII e com vista para a capela de Santo Ovídio. Já "cheiramos" o Mosteiro de Vairão. Para lá chegar, mantemos o paralelo e uma descida "agradável".
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(1) Rua das Pedreiras, (2) Rua Padre Armando Quintas

Uma zona sossegada, que nos fa pensar que estamos a chegar ao Mosteiro de Vairão. Infelizmente, o piso mantém-se.
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Mosteiro de Vairão (séculos X/ XI ou inferior)

http://www.patrimoniocultural.gov.pt/static/data/publicacoes/o_arqueologo_portugues/serie_1/volume_12/281_couto_mosteiro.pdf
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(1) Saída de Vairão - (2) Rua de São Bento - (3) N306

Saindo de Vairão, vemos a Capela de São João da Igreja de Vairão e entramos na rua de São Bento, com altos muros graníticos de ambos os lados. Percorremos esta rua até voltarmos a entrar na N306 e, uma vez mais, a uma zona aborrecida e perigosa de ser percorrida. Chamada de atenção - à saída de Vairão, interpretei mal as indicações e, em vez de seguir em frente, virei à esquerda, acabando por fazer mais N306 do que devia.
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Vilarinho

Entrada em Vilarinho. Continuaremos a percorrer a N306. É uma caminhada que apenas se torna mais "alegre" porque em breve encontraremos a Ponte D'Zameiro.
Neste troço, irá encontrar 2 SETAS. Uma a dizer "Desvio". Outra a indicar o Caminho Original. Tanto em 2015, como em 2018, segui pelo "Desvio". Em março de 2019, fiz esta etapa (em modo de treino) e experimentei ir pelo caminho original e histórico. É MELHOR! Desde que não tenha problemas de mobilidade. Passamos pelas Portas da Maia, como monumento importante a nível histórico. Por aqui, através da Ponte D'Zameiro, fazia-se a ligação entre a Maia e Vila do Conde.
Ver mais em: Vairão-Rates-Vairão | Para quem quer treinar para o 1º Caminho de Santiago
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Rua da Ponte de Ave - Desvio para Ponte D'Zameiro

Finalmente, chegamos ao desvio para a Ponte D'Zameiro e às Portas da Maia. ""Já no século XIII, as Terras da Maia compreendiam uma área que se estendia desde o Porto até à margem sul do Ave. E só em 1934, com a reforma administrativa planeada por Mouzinho da Silveira, esse domínio administrativo terminava com cedência de muitas das terras aos concelhos vizinhos. Um dos concelhos que mais beneficiou com essa divisão foi o de Vila do Conde. No entanto, antes disso, certamente com o intuito de marcar e tornar bem visível essa antiga delimitação geográfica, deve ter sido construído este pórtico para que, depois de atravessada a única ligação que durante séculos uniu Maia e Vila do Conde (a Ponte D'Ave ou Ponte D. Zameiro), as pessoas tomassem nota de que iriam entrar nas Terras da Maia. Certamente daí a alusão de Portas da Maia que é dado a este pórtico. Hoje, a administração deste território cabe ao Concelho de Vila do Conde, a freguesia em que está implantado (Macieira da Maia) procurou dar um arranjo e algum enquadramento a este monumento, durante dezenas de anos esquecido no meio dos silvados."
https://lepifi.blogspot.com/2013/02/passeio-de-guilhabreu-cividade-de.html?m=1&fbclid=IwAR31x0uxPDp-EBfDkijNNxdOGPcEY0UdPlUrWw4bxb0-bcgRSbU1LN3JHa8
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Ponte D'Zameiro

A ponte de D. Zameiro é uma das várias estruturas de passagem que existiram sobre o rio Ave ao longo da História. A sua origem deve buscar-se à época romana, apesar de a configuração actual não possuir qualquer indício de uma cronologia tão recuada. Nessa altura, a ponte era parte integrante da Via Veteris (designada, na Idade Média, por Karraria Antiqua), uma estrada que, partindo do Porto, ligava à Maia e a Rates, passando o rio Ave na ponte de D. Zameiro e o rio Este na ponte dos Arcos. A ponte que actualmente existe é o produto de uma (re)construção da época medieval, com grande probabilidade executada no século XII, uma vez que o testamento de D. Fernando Martins, de 1185, já a refere, e outras indicações da primeira metade do século XIII confirmam a sua existência. É uma estrutura de apreciáveis dimensões mas heterogénea, composta por oito arcos de volta perfeita, assimétricos entre si, existindo alguns de vão mais amplo, cujo ponto de maior elevação é imediatamente abaixo do tabuleiro, e outros de menores dimensões, sobressaindo a sua abertura pouco acima do leito do rio. Entre eles, existem talhamares a montante, de perfil triangular, e talhantes a jusante, de secção quadrangular, elementos que desviam o curso das águas e reforçam os pontos de apoio da ponte. O aparelho é regular e revelador de uma relativa qualidade construtiva, dispondo-se em fiadas horizontais, ainda que os silhares apresentem grandes diferenças entre si. As aduelas dos arcos, pelo contrário, são bastante homogéneas, de desenho fino e comprido, sendo mais um elemento que comprova a qualidade da obra medieval. O tabuleiro é ligeiramente rampante, mas dominado pela horizontalidade, facto que pode ter explicação na sua ascendência romana, que tão claramente se afasta dos típicos duplos cavaletes das pontes medievais. É protegido por guardas em cantaria, de silhares mais regulares que os do enchimento, tendo o pavimento original sido substituído aquando do recente restauro. Apesar das obras de consolidação e de desobstrução de arvoredo efectuadas na década de 90 do século XX, em 2001 deu-se a derrocada de um dos arcos, o que obrigou a uma intervenção mais profunda. Os trabalhos então executados foram praticamente integrais, reforçando-se todas as juntas do aparelho com cimento, aplicando-se uma manta de asfalto sobre o pavimento e reconstruindo-se a parte do arco em falta. Em Outubro de 2003, findo o restauro, foi possível verificar a radicalidade da intervenção, que "mascarou" o monumento com uma capa de modernidade. Ao longo dos tempos, esta secção do rio Ave foi densamente ocupada e explorada pelas populações, instalando-se, nas suas margens, diversos equipamentos, de que são exemplo um açude, duas azenhas e um moinho. Estes imóveis, cuja laboração aproveitava a existência da ponte para permitir a passagem de pessoas e de bens, são de construção popular e utilitária (por isso, mais vulneráveis à erosão do tempo), mas a sua conservação impõe-se como testemunho de um outro tempo, em que o rio foi fonte de rendimento e de sobrevivência, de atracção e de fixação das populações que humanizaram esta paisagem. http://www.patrimoniocultural.gov.pt/pt/patrimonio/patrimonio-imovel/pesquisa-do-patrimonio/classificado-ou-em-vias-de-classificacao/geral/view/156116/
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(1) Fonte - (2) Capela da Nossa Senhora da Ajuda

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Rua Dom Zameiro

Desde a saída da Ponte D'Zameiro, continuamos pela Rua Dom Zameiro, até nos cruzarmos novamente na N306.
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N306, virando para a Estrada de Santagões

Vindos da rua Dom Zameiro, viramos para a direita para a N306 e, uns metros acima, viramos à esquerda para a estrada de Santagões.
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Rua de São Miguel

No final da estrada de Santagões, viramos à direita e entramos na rua de São Miguel.
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M525 e Travessa Luís de Camões

No final da rua de São Miguel, viramos para baixo, à esquerda, para a M525. Uns metros abaixo, à direita, entramos na travessa de Luís de Camões onde encontramos a sede de uma empresa com um belo relógio de sol no edifício.
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(1) Rua da Venda - (2) Sanguinhal - (3) Rua de Casal Coutinho

Nesta zona, saímos da zona de paralelo e começamos a conhecer outro tipo de terreno que nos acompanhará até Valença: o piso de terra, mas com pedras soltas, de diversos tamanhos e feitios. Se a caminhada é dura no paralelo, não melhora neste tipo de piso.
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Rua José Cândido

Uma bela zona a percorrer. Sossegada e bonita.
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(1) Rua José Cândido - (2) N306 - (3) Rua de São Mamede

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Capela de São Mamede

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Rua Camilo Castelo Branco

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Rua Camilo Castelo Branco (continuação)

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Rua Camilo Castelo Branco (continuação)

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(1) Rua Camilo Castelo Branco - (2) Túnel sob a A7

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Vista de São Miguel de Arcos

Uma boa zona para contemplar São Miguel de Arcos. O piso torna-se irregular, com muitas pedras soltas e terra.
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São Miguel de Arcos

Descemos o "caminho de cabras", até à entrada de São Miguel de Arcos, entrando pela Ponte de São Miguel de Arcos, que data do século XII.
"A Ponte de S. Miguel de Arcos é mais uma ponte romana de três arcos, que fazia parte do caminho principal entre o Porto e Galiza, a "Via Veteris". Atualmente é também utilizada no percurso "Caminhos de Santiago", fazendo a ligação a Santiago de Compostela, na Galiza.
Não há certeza quanto à sua origem, mas em 1136 já existia aqui uma povoação com o nome de Arcos. Possivelmente este nome era devido a já existir uma passagem do rio, em arcos, uma estrutura decerto suficientemente importante para atribuir o nome à localidade. Este facto e o tipo de ponte faz supor que é do período romano, embora não haja qualquer documento que o confirme.
Na Baixa Idade Média, período denominado entre os séculos XI e XV, esta ponte fazia parte do caminho que ligava o Porto a Galiza, em Espanha, a Via Veteris. Fazia também parte dos Caminhos de Santiago, fazendo a ligação a Santiago de Compostela. O caminho, depois de passar pelo Mosteiro da Junqueira, segue por Rates, na Póvoa de Varzim, e pela sua Igreja de S. Pedro.
Esta estrada era a preferida sobre outras duas existentes, que passavam uma por Braga e outra pelo litoral, o caminho da Beira-Mar, dada a sua menor extensão. Além disso o caminho pelo litoral, por ser junto ao mar, era mais ventoso e obrigava a passar sobre a foz dos rios, o que aumentava a dificuldade.
A ponte atual provavelmente não corresponde à original de 1136. Num dos silhares da ponte existe a inscrição de 1144, que também não deve corresponder à sua construção.
A ponte é constituída por três arcos de volta perfeita, sendo o central bastante maior que os restantes, com os vãos construídos com aduelas compridas e estreitas. A restante estrutura da ponte é construída com silhares em posição horizontal. Alguns dos silhares, tanto do vão como do enchimento, apresentam sinais de degradação.
A ponte é reforçada, como habitual neste tipo de pontes, por talha-mares triangulares no lado montante e contrafortes retangulares no lado jusante, dois de cada lado a ladear o arco central.
Os talha-mares (talha-mar = Cortar o mar) do lado montante têm a função de cortar as águas do rio para que este não destrua a ponte em caso de corrente forte, enquanto os contrafortes do lado jusante têm a função de reforço da estrutura para suportar a força das águas." https://www.visitarportugal.pt/distritos/d-porto/c-vila-conde/arcos/ponte-sao-miguel
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(1) Rua Dona Salvina Gonçalves Ferreira - (2) Rua do Souto

Na rua Dona Salvina Gonçalves Ferreira, podemos encontrar uma das principais ALTERAÇÕES AO PERCURSO realizadas em 2017. O percurso seguia para a direita, fazendo com que chegassemos a Rates do lado oposto ao da Igreja de São Pedro de Rates (ver o meu wikiloc de 2015 - 5. Porto a Ponte de Lima (2015) O percurso atual faz com que se passe pela Igreja de Rates e pelo centro de Rates. Na minha opinião, é uma alteração que melhorou o percurso.
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Rua do Caminho do Porto

Saímos de São Miguel de Arcos, pela rua do Caminho do Porto. Estamos quase a chegar a São Pedro de Rates. O piso é ligeiramente menos tortuoso do que até agora. Mas os km acumulam-se nas pernas e pés.
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Chegada a São Pedro de Rates

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Rua do Dr Luís Ferreira

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Vista da Igreja de São Pedro de Rates

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Igreja de São Pedro de Rates e Cruzeiro

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Albergue de Peregrinos de São Pedro de Rates

Albergue de Peregrinos de São Pedro de Rates Em 2015, não tinha ficado com grande impressão do albergue. Mas também não fiquei lá. Ia de bicicleta, de Porto até Ponte de Lima. Agora, em 2018, fiquei surpreendido pela qualidade do albergue. A cozinha é simplesmente a melhor que já vi em qualquer albergue. Tem tudo. E quando digo tudo é tudo! Fogão, forno, microondas, frigorífico, talheres, copos, pratos, etc. TUDO! Atendimento: 5 estrelas!

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