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Coordinates 5812

Uploaded August 7, 2017

Recorded April 2017

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near Curimataí, Minas Gerais (Brazil)

LEIA ATÉ O FINAL, POR FAVOR:

O Parque Nacional das Sempre Vivas foi criado em dezembro de 2002 e compreende terras nos municípios de Olhos d’Água, Bocaiúva, Buenópolis e Diamantina, na região centro-norte do Estado de Minas Gerais. Seu nome deriva da presença abundante das sempre vivas pelos campos da Unidade. Está dentro da cadeia do Espinhaço Mineiro, apresentando relevo movimentado; o assim chamado mar de morros. A vegetação constitui-se de cerrado, campos de altitude e predominantemente campos rupestres. Hidrograficamente separa as bacias do Jequitinhonha e São Francisco; sendo importante manancial de nascentes que abastecem esses dois grandes rios. É habitat de muitas espécies animais e vegetais; sendo algumas endêmicas.

Obs.: No ponto de resgate, após adentrar em automóvel o GPS falhou; mas isto em nada interfere, pois são os últimos 1,8 km da estradinha final para Inhaí

► TRAVESSIA em Unidade de Conservação - Parque Nacional:
Não há sistema de reservas, cobrança de ingresso, pernoite ou uso de trilhas no Parque Nacional das Sempre Vivas; pois não há estrutura e a Unidade não é oficialmente aberta à visitação.
Para visitar a Unidade é necessário contatar a Administração e solicitar autorização no Escritório em Diamantina (38-3531.3266).
A Unidade exige o preenchimento de formulários, termo de responsabilidade e lista de caminhantes para eventualmente e segundo critérios próprios emitir autorização. É importante que a Unidade tenha ciência de quem está caminhando pelas terras do Parque, pois isto poderá ser orientado; além de gerar estatísticas, estudos e melhorias. Os funcionários são muito gentis, dedicados e solícitos.
Então, façam o favor: não visite o Parque Nacional das Sempre Vivas sem obter autorização! Não é porque um ou outro foi e tudo deu certo que isto também vai ocorrer contigo. Respeitar as normas e regras é atitude de bons modos.

► Trilhas e Trajeto:
Predomina o sentido Oeste-Leste. Sombreamento em aproximadamente 15% do trajeto. Há subidas (trecho inicial) e descidas (trecho final).
A travessia pode ser dividida em duas partes:
1 - Trecho longo até o alojamento por estradinha desgastada; e alguns trechos de atalhos em trilhas. Fácil orientação apesar de existir trilhas se cruzando em alguns pontos.
2 - Trecho com trilhas e ausência em alguns pontos após o alojamento e até a Fazenda Gavião. As trilhas são antigas, não são sinalizadas e muito pouco utilizadas. Nos trechos sob a mata há árvores e galhos caídos sobre a trilha. Há pontos em que várias trilhas se cruzam. Requer experiência e faro para percorrê-la!
►► Aproximando e após a Fazenda Gavião a trilha dá lugar à estradinha ampla e batida, que segue até Inhaí.
►► Há uma opção de variante no trecho inicial; que antes de chegar no alojamento se desloca ao norte atingindo o Rio Jequitaí. Na sequência, segue pelo Morro Redondo e retorna no sentido sul pela estradinha; interceptando a trilha que desce pelo Vale do Inhaí acima do Lameiro.
►► Há a opção entre o Alojamento e a Fazenda Gavião pela antiga estradinha Curimataí-Inhaí; que segue mais ao norte que esta trilha que margeia o Ribeirão Inhaí.

► Logística de Acesso:
Como em toda Travessia, a logística de acesso-regresso costuma ser a parte mais complicada para o caminhante; pois quase sempre se tratam de pequenas localidades em que transporte público é escasso ou simplesmente não existe. Dependendo do dia e horário, essa situação pode exigir a contratação de serviços de táxi ou então combinado com amigos; ou então restando a alternativa de se fazer longos trechos à pé por estradinhas vicinais. Portanto, avalie bem antes de realizar a travessia para não correr riscos de ter que ficar mais um dia no mato sem ter se programado!
Há ônibus de linha rural entre Buenópolis e Curimataí; bem como de Inhaí para Diamantina; porém frequências e horários são escassos.
Já para quem ir-retornar de automóvel, as estradinhas de terra tanto no trecho Buenópolis-BR 135-Curimataí; quanto entre Inhaí-Mendanha-BR 367 encontram-se em bom estado.

► Camping:
Não há estrutura de camping no Parque Nacional das Sempre Vivas. Para quem está realizando a Travessia no estilo normal de 3 dias; os pernoites são recomendados na região do Rio Jequitaí e na Cachoeira do Felipe. Não faça fogueiras e traga todo o seu lixo de volta!

► Água:
Há pontos de água pela rota, não sendo necessário transportar grandes quantidades enquanto se caminha. Mas no tempo da seca algumas fontes desaparecem; então nesses períodos fique atento e abasteça sempre em carga máxima. Além é claro dos Distritos de Curimataí e Inhaí; aonde se deve abastecer; fontes perenes estão no (1) Subida do Curral de Pedras; (2) Região da Vargem Grande e subida da Calçada; (3) Rio Jequitaí, seja na variante norte; seja pela Trilha do Lameiro; (4) na descida do vale do Ribeirão Inhaí em pelo menos 3 pontos; além do trecho em que a trilha se aproxima do ribeirão; (5) Ribeirão Inhaí abaixo da junção do Brogodó.
Fique atento e use sempre purificador!

► Exposição ao Sol:
Intensa. Use protetor solar.

► Época de realização:
O melhor período para realização dessa travessia é de abril a setembro; que é a época mais seca na região. Porém é quando as águas das cachoeiras estão mais geladas e em menor volume.

► Tempo e Sentido para realização:
Em 3 dias seria o formato ideal; suficientes para se caminhar com calma e curtir os atrativos sem pressa. Mas é possível realização em 2 dias de caminhada intensa; ou ainda em apenas 1 dia no formato speed; para corredores.
Quanto ao sentido da Travessia, nossa opinião é que Curimataí-Inhaí é mais proveitosa.

► Segurança:
É uma travessia que permite duas principais rotas de escape.
Na parte inicial é possível retornar à Curimataí (ou Inhaí, se estiver realizando no sentido Inhaí-Curimataí). Na região do alojamento é possível sair por Macacos-São João da Chapada-Diamantina. Porém, tenha em mente que em qualquer uma dessas opções as rotas são longas e em estrada de terra. Não há estrutura de busca e resgate na Unidade.
Não há sinal de telefonia celular pela rota; nem obviamente terminais telefônicos.

► Classificação moderado é para experientes; que estão acostumados a trilhas de todo tipo; inclusive mero arremedo pelo capim.
Iniciantes só devem realizar essa travessia acompanhado de alguém experiente.


Relato da nossa caminhada no Blog: www.chicotrekking.com.br
Curral de Pedras construção sec. XVIII
Corrego
Tronqueira. Mantenha fechada
Corrego
Há morador no local
Há rochas no local
Se o clima estiver bom é possível que o resgate vá até mais próximo do Brogodó. Veículos 4x4 vão sem problemas.

21 comments

  • Photo of Roberto Costa

    Roberto Costa Aug 17, 2017

    bem legal ! preciso entrar para esta turma https://pt.wikiloc.com/trilhas-outdoor/curimatai-a-inhai-parque-nacional-das-sempre-vivas-19048889#wp-19048934/photo-11959845

  • Photo of Francisco Chico Trekking

    Francisco Chico Trekking Sep 4, 2017

    Bacana Roberto... Nos siga no Blog e nas redes sociais. Querendo estar junto é só se manifestar... Abraços https://pt.wikiloc.com/trilhas-outdoor/curimatai-a-inhai-parque-nacional-das-sempre-vivas-19048889#wp-19048934/photo-11959845

  • Photo of Ceá

    Ceá Sep 7, 2017

    Fiz essa caminhada em sentido contrário e, ao invés de usar a trilha que margeia o ribeirão Inhaí, fui pela antiga estrada Inhaí - Curimataí. Não recomendo muito rsrs: muitos carrapatos, alguns vara matos e falta de água.

    De qualquer forma, essa caminhada tem visuais muito bonitos e vale ser desbravada!

  • Photo of Francisco Chico Trekking

    Francisco Chico Trekking Sep 11, 2017

    Ei Ceá, tudo bem contigo?
    A minha preferência por essa rota é no sentido Curimataí-Inhaí devido ao relevo.
    Que pena fostes pela antiga estradinha; a rota pelas margens do ribeirão é bem mais interessante; porém igualmente é repleta de trilha suja; pois é muito pouco realizada.
    Quanto à pouca água e a presença de carrapatos; estas são ocorrências muito comuns por todo o Espinhaço durante o período da seca. Seja para qual lado vamos temos que nos atentar a isto; situações que somente se normalizarão com a chegada da estação chuvosa.
    Abraços, obrigado pela visita e comentário. Bons ventos!

  • Photo of Vinícius Miyazaki

    Vinícius Miyazaki Sep 25, 2017

    Oi, Chico! Ó eu de novo haha.

    Cê acha que o parque autoriza realizar esse percurso de bike? O Rodrigo Rodriguez no grupo de WhatsApp falou que nesse parque tem muita areia que dificulta o pedal. Nesse trecho da travessia vc percebeu isso?

    Valeu pelo relato!

  • Photo of Francisco Chico Trekking

    Francisco Chico Trekking Oct 3, 2017

    Fala Vinícius,
    Esse trecho de Curimataí até Alojamento dá pra fazer de bike; e é certo que o Parque não criaria problemas. Partindo de Curimataí tem subida, mas depois estabiliza. Trechos de areia há alguns poucos, não é todo o trecho não.
    Talvez o Rodriguez tenha se referido ao areião no sentido Alojamento-Norte do Parque, que não está nessa rota aí. Por lá é tenso mesmo!
    Já do Alojamento pra Inhaí não recomendo ir de bike. Há um outro caminho além desse aí, mas ambos estão difíceis até pra ir à pé; de bike então, nem pensar. Muito sujo!

  • Photo of aidinmehrabani

    aidinmehrabani Feb 6, 2018

    nice trip

  • Photo of Francisco Chico Trekking

    Francisco Chico Trekking Feb 23, 2018

    Obrigado Aidin pelo feedback.
    Bons ventos pra você!

  • Photo of rafael da silva freitas

    rafael da silva freitas May 4, 2018

    Chico meu grupo e eu ainda não trilhamos nada para os lado de Diamantina.. mas estamos pensando e fazer uma boa travessia ai por estas banda.. obviamente queremos sempre otimizar nossas aventuras na sua opinião essa ai e a melhor travessia da Região ou tem melhores por diamantina a fora? obrigado

  • Photo of Francisco Chico Trekking

    Francisco Chico Trekking May 28, 2018

    Ei Rafael, tudo bem?

    É sempre muito difícil comparar travessias porque cada uma tem as suas particularidades. Sempre acho que vale a pena percorrer todas as possibilidades de uma região e aí formar a opinião; que sempre será somente a nossa!

    De toda forma, entre as muitas possibilidades naquela região de Diamantina, que é vasta; esta é uma travessia tradicional no Parque Nacional das Sempre Vivas. É capaz de fornecer ótima ideia de localização na região do Parque e arredores, visando outras possibilidades.
    Lembre-se de, caso opte por realizar essa rota, contate antes o Parque Nacional e solicite autorização.

    Muito grato pelo contato Rafael, um abraço

  • Photo of rafael da silva freitas

    rafael da silva freitas May 30, 2018

    e verdade chico obrigado!!

  • Photo of rafael da silva freitas

    rafael da silva freitas May 30, 2018

    Chico mais uma pergunta, percebi pelo perfil Altimétrico que o alojamento do parque esta no aproximadamente no 28 Km, vc pernoitou ali? é permitido?

  • Photo of Francisco Chico Trekking

    Francisco Chico Trekking Jun 15, 2018

    Ei Rafael,
    Na edição que realizei essa Travessia conforme relatado no Blog não pernoitei nos arredores do Alojamento (O relato no Blog - certeza que você não o leu - apresenta muitas informações outras que não estão por aqui. Por isso, se tiver um tempo, leia!).
    Na ocasião, o local de pernoite indicado pelo Parque era na região do Rio Jequitaí. Porém, começamos a pernada um pouco tarde e com o calor a subida da serra demorou um pouco e não conseguimos chegar até o local. Como conheço a região, acabamos pernoitando no Lamarão.
    Porém, tenho conhecimento de outras pessoas que pernoitaram nos arredores do Alojamento em suas pernadas; porém, suponho que o Parque não deseja que ali se torne Área para Acampamento; uma vez que o Próprio Parque nos indicou outra área para isto.
    De toda forma, quem eu soube que pernoitou ali no local foi recebido educadamente.

    Um abraço Rafael

  • Photo of rafael da silva freitas

    rafael da silva freitas Jun 19, 2018

    opa Chico, bacana demais.
    Realmente não li o relato no blog, mas certamente vou lê-lo, de toda forma obrigado.

  • lmgreyes Sep 8, 2018

    Bom dia, Chico!

    Obrigado, pelo material disponibilizado! Este é meu primeiro uso do Wickloc. Pretendo fazer essa trilha.

    Estou com uma dúvidas. Por favor, me oriente.

    1. Baixei seu percurso com os pontos marcados para fazer a trilha [Curimataí a Inhaí - Parque Nacional das Sempre Vivas]. Preciso saber qual sistema de coordenadas que foi usado por vc, no caso, se foi no Córrego Alegre ou no WG84? Essa informação eu tenho que indicar no meu GPS para usar seu Wickloc?


    Muito obrigado!

  • lmgreyes Sep 8, 2018

    Informações bem detalhadas. Obrigado!

  • lmgreyes Sep 8, 2018

    Informações bem detalhadas. Obrigado!

  • Photo of Francisco Chico Trekking

    Francisco Chico Trekking Sep 9, 2018

    Ola Imgreyes, tudo bem contigo?
    Foi utilizado o WGS84; logo configure seu GPS para tal.
    No mais, obrigado pela comentário e feedback. Esta é uma rota muito bonita, a principal do Sempre Vivas, e que em breve estará inserida dentro do sistema Transespinhaço. Um abraço

  • lmgreyes Sep 9, 2018

    Muito obrigado pelo retorno!
    Um abraço!

  • Photo of chsp25

    chsp25 Feb 7, 2019

    Boa noite, bom demais.
    Uma dúvida, percebi que existe uma pedra com nome de serra do galho, conseguiram acessar o topo dela? Se sim existe essa trilha arquivada aqui?
    Nosso interesse é subir essa pedra.

  • Photo of Francisco Chico Trekking

    Francisco Chico Trekking Feb 18, 2019

    Olá CHSP tudo bem contigo?
    Acho que já nos falamos, mas de todo modo informo que, essa rota não passa pela Serra do Galho; bem como não há trilha batida que leve até lá; nem ao seu cume. Um abraço, bons ventos!

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