Moving time  6 hours 19 minutes

Time  7 hours 10 minutes

Coordinates 5559

Uploaded February 17, 2019

Recorded February 2019

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near Vila Franca de Xira, Lisboa (Portugal)

O Caminho do Tejo acompanha a Linha do Norte da CP até Santarém, passando mesmo por dentro ou junto a várias estações e apeadeiros. Torna-se, por isso, fácil programar uma peregrinação por jornadas com regresso diário a casa.
Foi o que fizemos.
Decidimos fazer o caminho em 5 jornadas:

Jornada 1. ESTAÇÃO do ORIENTE - ESTAÇÃO de VILA FRANCA de XIRA

Jornada 2. ESTAÇÃO de VILA FRANCA de XIRA - APEADEIRO de REGUENGO, VALE da PEDRA

Jornada 3. APEADEIRO de REGUENGO, VALE da PEDRA - ESTAÇÃO de SANTARÉM

Jornada 4. ESTAÇÃO de SANTARÉM - OLHOS DE ÁGUA do ALVIELA

Jornada 5. OLHOS DE ÁGUA do ALVIELA - FÁTIMA

Os dois últimos destinos estão longe de estações da CP. No Carsoscópio dos Olhos de Água do Alviela existe um centro de acolhimento a 6,5€ para quem utiliza saco cama próprio e 10€ se usar roupa de cama do centro (acresce 1€ em época alta). Necessita de reserva tel. +351 249 881 805.
Em Fátima existem autocarros expresso a várias horas e existe também um serviço de alojamento de peregrinos (tel +351 249 539 606) além de uma grande variedade de outros alojamentos.

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"Em plena natureza, em face do largo Tejo e adivinhando a lezíria imensa, sob um céu protector e as bençãos de Deus, homens de vastas regiões celebram como uma grande família uma vitória incruenta - a vitória sobre os elementos e os obstáculos naturais, e riem e folgam e transbordam de alegria, porque esta obra magnífica lhes enriquece a paisagem, lhes facilita o trabalho, os ajudará a levar a vida... "
Palavras de um homem detestável, ditas a 30 de Dezembro de 1951 na inauguração da ponte que à minha frente vejo e por baixo vou passar, acompanhando a direita margem daquele que a ponte venceu: o Tejo. A ponte foi batizada com nome de Marechal e mar(e)chamos diretos a norte e, adiante teremos à direita e à frente a imensa lezíria.
Quando deixámos a estação a imagem de Alves Redol, pintado num belo mural de Vile, parecia sonhar o mesmo sonho dos Gaibéus. Agora, pensando na romanesca obra neorealista, caminhamos na avenida com o mesmo nome.
Passamos sob a grandiosa obra de engenharia que apreciámos já no final da 1ª jornada e nos deu o mote para o início desta. Entramos num estradão duro e longo ladeado de caniços que nos tolhem a visão, quais "óculos de Alcanena", permitindo apenas que vejamos numa direcção. As cantarias que outrora ladearam e suportaram o portão de uma quinta que se esfomou nas dobras do tempo, trazem-me de novo à memória a luta de gaibéus e rabezanos... maldito comboio... varreu-me o pensamento.
Os comboios amiúde invadem-nos o espaço sonoro e são tão frequentes aqui quanto o foram os aviões na primeira jornada. Vingo-me não incluindo nenhum nas ilustrações desta.
Olá... já temos Castanheira do Ribatejo à nossa esquerda e, à frente, vislumbra-se também a central do Ribatejo. Seguimos por uma estrada onde não convém divagar porque devagar não anda quem por aqui passa e as bermas inexistentes obrigam a que caminhemos no asfalto.
Atravessamos a linha pela passagem superior da estação. As nossas subidas e descidas acumuladas serão contadas em degraus, ora subindo para passarmos para o outro lado da linha, ora descendo para voltarmos ao lado que deixámos.
O pequeno café junto à estação do Carregado serviu para tomar o cafezinho da manhã.
Passeamos, no nosso apressado passo, num passeio ao lado da Vala do Carregado. Na grande Central, ali ao lado, uma torre de refrigeração vomita vapor para a atmosfera - um mal ainda necessário. Seguimos pela Estrada da Central e durante alguns kms o asfalto será o nosso tapete, duro e cansativo. A paisagem imagina-se para lá dos caniços que nos limitam a vista de um e outro lado da estrada.
Entramos em Vila Nova da Rainha. Aqui se casou D. Nuno Álvares Pereira que se tornou Santo e não foi por ter casado, o que é verdade para a maioria dos homens que o fazem.
Atravessamos de novo a linha subindo e descendo 40 metros depois. Mais um acrescento no acumulado de su
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Ponte Marechal Carmona

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A Ponte coroando caniços

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Penachos dourados

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Um longo e duro Estradão

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Por aqui se entrou para e se saiu da quinta que já não existe

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Imagino isto em dias de chuva...

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Ponte sobre a linha para o estacionamento do apeadeiro

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Resquícios de um passado de que ainda nos não soubemos libertar

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Pastam ovelhas pastores das por velhas e esquecidas galeras

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A central omnipresente na lezíria. Quem dera que por tempo curto.

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Caminhos de ferro que tão esquecidos foram por tanto tempo

Fountain

Olhando para lá da fonte...

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A vala do Carregado

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Passando sob a A10

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Conta redondinha

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Guardados por caniços

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Rio Alenquer?... Desonhecia.

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Reciclemo-nos!

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Descendo por ter subido

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'Coisos' à beira da represa. O que serão?

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Um caminho seguindo o outro

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Passando por baixo do outro caminho

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Na vala seca nasceu a quasarina e ao lado nasceu um carreiro

Wilderness hut

Um belo abrigo

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O ninho da cegonha

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Estação bem portuguesa

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Mais um passadiço

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Quinteiro simpático que ama o Ribatejo

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Caducifólias desnudas

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Outra vala e não será a última

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Dois caminhos: o nosso e o da água

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Mesmo em época de seca grave a água acompanha-nos

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Mãos no ar que os dedos já pesam

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Prelúdio de Primavera

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Será neve?...

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Que petiscada...

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Na planura

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O pó das estrelas

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mais uma vala onde corre vida

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E mais uma

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Singularidades

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Passando a ponte velha

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