Time  8 hours 57 minutes

Coordinates 3793

Uploaded November 5, 2020

Recorded September 2020

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339 ft
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3.3
6.6
13.2 mi

Viewed 173 times, downloaded 3 times

near Ribamar, Lisboa (Portugal)

Um percurso circular como eu gostaria que fossem todos os aneis deste projecto: próximo da forma de um círculo e não de uma esticadinha oval. Assim temos oportunidade de combinar, na mesma etapa, paisagens bem diferentes - as do interior rural e as da costa alcantilada.
Sem passar por qualquer ponto de destaque, o dia valeu mesmo pela paisagem e pelo bom tempo que nos acompanhou.

Continuando sediados em Ribamar, a opção foi, claro, não pegar no carro. Saímos das Casas da Villa e fomos directos ao parque de merendas e daí descemos o mesmo carreiro percorrido na etapa anterior, para chegar ao verdadeiro ponto de partida deste oitavo anel.
Dali, muito perto da praia de São Lourenço, víamos já o pesado banco de nevoeiro que tomava conta da faixa costeira. Tomamos então a melhor das decisões: fazer o anel ao contrário, primeiro o lado terra, e no extremo norte do anel regressar a São Lourenço pela costa.

Assim, logo que alcançamos o rio Safarujo, metemos pelo Caminho dos Raposeiros.

Um percurso fresco e bonito, amieiros e canaviais sempre ao longo do leito do rio.
Depois o caminho prossegue, na borda da planura e dos campos de cultivo, a encosta de eucaliptos à nossa direita. Hortículas, fruta, vinha, há um pouco de tudo isso naquele vale fértil.
Mais adiante vamos subindo a meia encosta até que chegamos a um antigo e pitoresco lugar, um pouco antes de São Domingos. Parecem ser antigas casas dos quinteiros, respira-se ruralidade no pequeno recanto.

Depois descemos de novo aos campos, cruzamos o asfalto, atravessamos São Domingos, e entramos num estradão de saibro branco que nos fere os olhos. Ao longo de uma vinha sobe sempre, custa um pouco, o chão branco reflecte o calor e o ar está parado, a temperatura é de 27 graus... típico Setembro solarengo.
É um caminho sombrio e mais fresco que nos tira dali. Mas logo estamos de novo no calor, agora em asfalto. E segue-se um carrosel de sobe e desce sob o calor do meio-dia. Mesmo assim muito agradável, por serem tudo terras de cultivo.

Apanhamos um bocado da N247 e nos Casais da Areia viramos para a Assenta.
Foi só asfalto, a direito, até ao parque de merendas, mesmo pegado ao antigo posto da Guarda Fiscal, já sobre o Porto da Assenta. Pelo caminho, na povoação, há café e abastecimentos.

No pequeno "terraço" da área de merendas, há uma imagem de nossa senhora comemorativa da passagem da (Senhora do Cabo? estou ainda a averiguar)
Com vista para o azul do mar, há duas mesas cobertas, sentamos para comer a nossa merenda e fazer o café.

Depois da pausa retomamos e logo fomos encontrar o farol da Assenta, uma pequena construção para segurar a luz que guia os homens da mar à salvação da terra firme.

Depois vamos descer à praia da Assenta Sul, ou praia do Barril, e subir a outra encosta. Pouco depois estamos no marco geodésico de Barcide (146.46m). Aqui vale a pena tirar os olhos da fascínio das arribas, para contemplar também o interior, larga paisagem que nos encanta igualmente:



Mais adiante passamos um mamarracho, não sei o que pretende ser, um longo prédio cujo terreno vedado quase nos veio cortar a passagem junto da arriba. Neste país continua a não se perceber que a faixa litoral e o mar são de todos, não podem ser apropriados por privados.
Nova descida, agora à praia da Calada. Antes de descer há um troço um pouco aventuroso junto da antiga estalagem, que há que trilhar com cuidado.

Para sair da praia optamos pela estrada, é um bocado menos agradável do dia, mas a alternativa implica subir um muito inclinado cano de escoamento de águas pluviais, já vi registos no wikiloc seguindo por aí. Como se não bastassem os elementos, o pisotear de caminheiros no terreno adjacente às meias manilhas vai forçosamente acelerar a sua destabilização, e considero que não devemos destruir a coisa pública.
E assim chegamos ao sossegado areal da praia de São Lourenço, depois foram mais umas centenas de metros até fechar o percurso.


A Costa dos Anéis

O projecto começou há muito, vai sendo concretizado sem pressas. Não há agenda, não sei nem quando nem onde termina.
A ideia é simples: partindo de minha casa em Algés rumo a Norte, sempre junto da água, cobrir a costa de percursos em anel. Os percursos tocam-se, pelo que quem quiser meter uma tenda às costas pode ignorar o "lado terra" de cada anel e seguir sempre à vista do Azul (não é legal acampamento nem bivouac em Portugal fora das áreas autorizadas, eu não disse nada 🙂 )

Todos os percursos são em anel menos o primeiro, porque não achei interesse algum e fechar anéis na zona urbana: por isso a primeira etapa é uma anel que se faz a pé de Algés ao Estoril e de comboio no regresso. Esta é também a etapa menos desafiante e menos documentada fotográficamente.

Quanto aos outros anéis, o início pode ser no extremo Norte ou, mais frequentemente, no extremo Sul. A escolha é ditada pelas nossas conveniências de momento ou, geralmente, por um pormenor logístico: lugar conveniente para estacionar a viatura.


Etapas já feitas e respectivos links, se já publicados:
(links e imagens contidos nas descrições não são visíveis na app Wikiloc)
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Waypoint

Chaminé vulcânica

Waypoint

Farol da Assenta

Fountain

Fonte (1948)

Waypoint

Lugar próximo de São Domingos

Waypoint

Mamarracho

Summit

Marco Geodésico de Barcide

Bridge

Ponte sobre o Safarujo

Bridge

Ponte sobre o Safarujo

Summit

Pontos mais alto do percurso

Beach

Praia da Assenta Sul ou do Porto Barril

Beach

Praia da Calada - parking e miradouro

Beach

Praia de São Lourenço

River

Rio Safarujo (início)

Waypoint

trabalhos da erosão

Picnic

Zona de merendas do Porto de Pesca da Assenta

Picnic

Zona de merendas Ribamar

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