Time  6 hours 12 minutes

Coordinates 2550

Uploaded October 31, 2020

Recorded September 2020

-
-
208 ft
-260 ft
0
2.2
4.5
8.91 mi

Viewed 215 times, downloaded 4 times

near Ribamar, Lisboa (Portugal)

As Casas da Villa em Ribamar foram o nosso poiso para explorar a região e fazer as etapas 7, 8 e 9 da Costa dos Aneis. Por isso, como esta etapa da Costa dos Anéis passa quase à porta, foi aí que começamos, muito perto do extremo norte do anel: a praia de São Lourenço.

Andamos uns 200 metros e chegamos ao ponto de partida, o registo começa num pequeno parque de merendas junto da N247. Aí toma-se um estreito e escorregadio carreiro que desce por entre canaviais e algumas árvores, até atingir a rua do Cocholongo, a qual nos leva directos à Praia de São Lourenço

Ainda estava algum sol, atravessamos a praia até chegarmos ao caos de blocos no extremo sul, onde fizemos um pouco de acrobacias para atravessar esse sector até que entramos para um trilho estreito que nos levou acima, ao Forte de Santa Susana. O nevoeiro matinal, tão típico no Verão desta costa, já se preparava para cobrir tudo.
Depois do forte tomamos um trilho que avança ao longo da falésia até um estradão de terra batida que desce à Praia dos Coxos. Depois de a atravessar subimos o estradão do lado sul, e em seguida foi sempre por trilho ou caminho junto das arribas, ate descermos à famosa Praia do Surf: Ribeira d'Ilhas, o ponto alto da Reserva Mundial de Surf da Ericeira.

Atravessamos a praia, cheia de praticantes encartados e muitos aprendizes, que acorreram ao chamado do mar, agora que o sol já se mostrava. Do outro lado trepamos uma sinuosa escadaria de madeira que desemboca na N247, a qual seguimos por um bocado até que saímos à direita, pela GR11, rumo ao Forte de Milreu ou Mil Regos.
Caminhamos um pouco mais para sul, fazendo um longo V que nos trouxe de regresso, iniciando-se assim o lado terra deste anel. Este V foi feito para garantir a total junção com o anel 6 do nosso projecto.

Atravessamos a N247, subimos ao Miradouro do Forte e depois entramos numa extensa urbanização que atravessamos até atingir o Alto de Ribeira d'Ilhas. Aí entra-se em terra, deixa-se para trás a civilização e começa uma interminável descida que segue o canyon de uma ribeira da qual só restam os canaviais, as suas águas arrestadas muito lá para trás, pelas necessidades da modernidade.
Foi lá no fundo, pouco antes de subir a Santo Isidoro, que sentamos numa sombra a almoçar.

Retomamos depois o trajecto, acompanhando uma ribeirinha bordejando campos de cultivo e um camping privado, e entramos em Santo Isidoro, que tem história para contar, mas apenas percorremos uns metros na extremidade da vila. Ao chegar ao edifício da Associação Clutural e Desportiva, uns 5 metros depois, mete-se por um trilho pouco visível que sobe pelo meio dos eucaliptos. Cruzamos o asfalto para continuar em macadame, até atingir a Estrada do Outeiro, no ponto mais alto do percurso. E daí até Ribamar pouco asfalto houve, seguimos sempre trilhos estreitos ou velhos caminhos, foi um agradável passeio pelo interior desde que deixamos o cheiro da maresia na Ericeira.


Ribamar

Local de intenso turismo de Verão, nos últimos 20 anos Ribamar transformou-se na "Capital do Marisco" da região de Lisboa, contando com cerca de 15 marisqueiras e milhares de visitantes por ano.
A capela tem sobre a porta lateral a data de 1736, tendo sido reconstruída em 1959. No seu interior merece destaque a imagem de São João Baptista em madeira policromada.


Forte de Santa Susana

O forte de Santa Susana, a sul da praia de São Lourenço, foi construído no século XVII por ordem de D. João IV, para defender a costa contra ataques de pirataria e, juntamente com o Forte Picoto, fez parte das Linhas de Torres (conjunto de fortificações que visaram a defesa de Lisboa durante as invasões francesas). Serviu também de aquartelamento até 1948, quando passou para a tutela da Guarda Fiscal. Ao seu redor observam-se os parapeitos e as canhoneiras abertas que datam já do século XIX. (wiki)

Forte do Milreu

O atual forte do Milreu, Mil regos ou S. Pedro da Ericeira foi erigido no séc. XVII.

Extractos da Wiki:

No contexto da Guerra da Restauração da Independência, procedeu-se a construção do Forte de São Pedro da Ericeira (1670)
Danificado pelas fortes intempéries registradas na região em 1751, procedeu-se à reconstrução de alguns elementos estruturais, cuja estabilidade foi seriamente agravada pelo terramoto de 1755, entrando o forte em processo de ruína.

A 3 de janeiro de 1819, o governador do forte e a Câmara solicitaram auxílio ao soberano, visando a reconstrução do cais, desmoronado por ação do mar.
No contexto da Guerra Civil Portuguesa (1828-1834), foi reparado entre 1831 e 1832, sendo utilizado pelas forças miguelistas. Entretanto, em meados do século recaiu outra vez em abandono, levando a que por requerimento endereçado em 1871 ao Ministro da Guerra, fosse solicitada a utilização de algumas das suas lajes no restauro e construção dos anexos da igreja de São Pedro da Ericeira, o que foi prontamente anuído, enquanto que, na década de 1880, foi recolhida a artilharia remanescente.
Em 1891, a Guarda Fiscal instalou-se nas dependências do Forte da Ericeira e na antiga Casa do Governador, anexa ao mesmo, utilizada à época como escola para meninas. Nesse período, em 1896, tendo desabado parte da muralha do forte, o orçamento para os reparos devidos elevou-se a 35 contos de réis.

Entre 1908 e 1910 o forte foi reartilhado por determinação de D. Manuel II.
Novamente abandonado, em 1940 foi reedificada a muralha subjacente, passando o imóvel a ser tutelado pelo Ministério das Finanças. Nesse período, em 1945, foram feitos projectos pela Junta de Turismo da Ericeira, contemplando a adaptação do antigo forte a miradouro, a instalação de uma casa de chá e o estabelecimento de uma pousada.

Classificado como Imóvel de Interesse Público pelo Decreto 129/77, o forte apenas foi objecto de conservação na década de 1980, quando a DGEMN procedeu à reconstrução da muralha e do pavimento do terraço.
Atualmente conservam-se os seus espaços mais importantes: a bateria, formada por uma ampla esplanada voltada para o mare a casa-forte, pelo lado de terra, comporta por compartimentos abobadados.
Apresenta planta rectangular, em estilo maneirista, com cobertura em terraço. No frontispício rasga-se o portão de armas em arco pleno. Apresenta bateria com canhoneiras e duas guaritas cilíndricas com cobertura cónica.


Praia de Ribeira d'Ilhas

Cenário obrigatório da práctica do surf, integrando aliás o circuito mundial. E devido à constante presença dos desportistas, tem bares que funcionam o ano todo. Toda esta fama advem do substrato rochoso, que ajuda a desenvolver ondas direitas, ideais para a prática do surf.
Segundo o meu Guia de Portugal, de Raúl Proença, foi aqui que desembarcou o prior do Crato, à frente de tropas inglesas, na sua tentativa de tomar o trono de Portugal.




A Costa dos Anéis

O projecto começou há muito, vai sendo concretizado sem pressas. Não há agenda, não sei nem quando nem onde termina.
A ideia é simples: partindo de minha casa em Algés rumo a Norte, sempre junto da água, cobrir a costa de percursos em anel. Os percursos tocam-se, pelo que quem quiser meter uma tenda às costas pode ignorar o "lado terra" de cada anel e seguir sempre à vista do Azul (não é legal acampamento nem bivouac em Portugal fora das áreas autorizadas, eu não disse nada 🙂 )

Todos os percursos são em anel menos o primeiro, porque não achei interesse algum e fechar anéis na zona urbana: por isso a primeira etapa é uma anel que se faz a pé de Algés ao Estoril e de comboio no regresso. Esta é também a etapa menos desafiante e menos documentada fotográficamente.

Quanto aos outros anéis, o início pode ser no extremo Norte ou, mais frequentemente, no extremo Sul. A escolha é ditada pelas nossas conveniências de momento ou, geralmente, por um pormenor logístico: lugar conveniente para estacionar a viatura.


Etapas já feitas e respectivos links, se já publicados:
(links e imagens contidos nas descrições não são visíveis na app Wikiloc)
-- x --
Summit

Alto de Ribeira d'Ilhas

Panorama

Baía dos Coxos

Provisioning

Café Pastelaria take away Desejos

Provisioning

Café

Waypoint

Caos de blocos

Mountain hut

Casas da Villa - Riba Mar

Provisioning

Coxos Bar

Waypoint

Estátua ao surfista

Monument

Forte de Santa Susana

Monument

Forte do Milreu

Provisioning

Grupo Desportivo, Recreativo e Cultural os Unidos - bancos

Waypoint

Marcação da GR11

Waypoint

Marcação do GR11

Panorama

Miradouro com bancos

Panorama

Miradouro do Forte

Waypoint

Paço d'Ilhas

Monument

Pombal (?) em ruina

Beach

Praia da Pesqueira

Beach

Praia de Ribeira d'Ilhas. Bares

Beach

Praia do Alibabá

Beach

Praia do Cavalinho

Beach

Praia dos Coxos

River

Ribeiro

River

Ribeiro ( seco)

Picnic

Zona de merendas

Comments

    You can or this trail