Time  8 hours 2 minutes

Coordinates 3963

Uploaded September 29, 2020

Recorded July 2018

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near Azenhas do Mar, Lisboa (Portugal)

O Percurso

Um agradável trajecto, sem grandes "aventuras", apenas um ou outro troço junto de falésia, onde como habitualmente temos que prestar mais atenção aos pés do que às imponentes vistas.
Deixamos o carro nas Azenhas, num local onde de manhã cedo habitalmente há lugar, e seguimos a costa, rumo ao Norte. Magoito e Samarra são as praias conhecidas desta etapa, mas outras há, de difícil acesso e cheias de encanto, como a do Giribeto. Pelo caminho continuamos a cruzar pequenas ribeiras, desta vez algumas assinaladas por tufos de canavial.



No regresso corre-se a zona descampada do interior, todo um território de transição entre o mar e os campos agrícolas que ficam mais longe, abrigados dos ventos e salinidade da costa. Perdemos a ponte romana da Catribana, mas incluo o waypoint, pois pode-se ir por lá em vez do trajecto registado, sem apreciável aumento da distância a percorrer.
Neste trajecto de volta tocamos durante umas centenas de metros no percurso de ida.


Magoito

Iodo e mais iodo.
O iodo é um oligoelemento, micronutriente. Significa isto, que é necessário ao funcionamento do organismo, ao seu metabolismo, em múltiplas funções, e que se obtém a partir do consumo de alimentos que o contenham. Apesar das necessidades diárias serem na ordem dos microgramas, a necessidade de ingerir iodo e a sua deficiência na dieta são assuntos pertinentes pois a sua carência acarreta graves problemas para a saúde humana.
Uma das principais funções do iodo no organismo prende-se com a síntese das hormonas da tiroide. As hormonas da tiroide estão envolvidas em múltiplas funções reguladoras do funcionamento do organismo e a sua carência poderá comprometer diversas funções (retirado do site da DGS)
Pois o Magoito é uma das praias da Europa onde melhor podemos banhar-nos em iodo. E a vista das areias douradas confrontando o mar turquesa fazem bem a tudo. Para completar os atractivos, a duna fóssil do Magoito, classificada como geomonumento. Esta duna fóssil corresponde a um estádio do processo de evolução da areia solta para a rocha arenito, processo que dura milhões de anos. A duna consolidada do Magoito foi formada há cerca de 10 mil anos.
Na Sexta-feira Santa a praia enche-se de uma multidão de gente de faca em riste, à apanha do mexilhão. A antiga tradição pode ter sido originada no preceito de não comer carne nesse dia, considerando os crentes que esta carne dos bivalves não se inclui nessa proibição.


Forte de Santa Maria, Magoito

O Forte confunde-se, de longe, com as próprias arribas. Deve ter sido edificado nos tempos de D. João IV ou D. Pedro II. O terremoto de 1755 abalou fortemente a construção, e nas Memórias Paroquiais de 1796 regista-se:
«Este Forte dista duas legoas da Ericeira, hé de figura Pentagonial (...); está sufeciente para conserto, por não ter parede alguma demolida; a sua despeza puderá importar em 200$ reis por ficar distante de Povoaçõens (...). Tem 9 Peças de ferro de calibre 12, das quaes se limpar podera servir A sua guarnição [completa é de] hum Cabo 10 Soldados, e 2 Artilheiros; e tem no prezente 2 soldados, e 2 Artilheiros» (Arquivo Histórico Militar, 3.ª Divisão, 9.ª Secção, n.º J9, cx. 32).
Mas mesmo depois de obras, voltou a cair em ruína mais tarde, por já não ser necessário - nem pirataria nem Espanhóis havia, e a linha defensiva costeira perde importância.
O capitão do Regimento de Artilharia de Elvas, Matias Pinto, em relatório redigido em 1831 salienta:
«(...) tem o seo solo de lagedo em bom estado, cercado de hum parapeito de 2 pes e 2 polegadas de altura para a Artilharia jogar á barba; cujo parapeito se acha arruinado e ametade demolido precizando ser feito de novo. Existem na (...) Bateria 9 peças, seis de calibre 12 e trez de calibre 18, as quaes se achão complletamente incapazes de todo o serviço não só pelo seo estado de oxidação mas por que nenhuma dellas tem munhões» (Arquivo Histórico Militar, 3.ª Divisão, 9.ª Secção, n.º B1, cx. 36).
É o Estado Novo que o vai reabilitar mais uma vez, para o controlo marítimo, tendo recuperado o amuralhado e construído um edifício para umradar, hoje sob responsabilidade da GNR.


Samarra

Uma pequena praia, abrigada, do lado sul, por um pontiagudo promontário de onde não nos apetece sair, eu era capaz de ali fica o resto do dia a comtemplar o movimento das ondas e a costa rochosa que se perde na neblina distante. Nas arribas pode encontrar o cravo-romano (Armeria pseudoarmeria), planta silvestre, que é exclusiva desta região, desenvolvendo-se de uma forma muito numerosa, mas muito restrita geograficamente, o que realça o interesse destas arribas. A sua flor é normalmente muito apreciada e avidamente colhida pelos passantes.


Calçada, ponte romanas e azenha da Catribana

O segredo do sucesso na expansão da civilização romana é a sistemática organização do território que ocupam; as civitas e a rede viária que as une.
Esta calçada da Catribana integraria uma via secundária destinada a unir duas villae suficientemente importantes para a requererem, através da qual se acederia a uma via principal.
Composto de vestígios de um troço bastante bem preservado de uma antiga calçada romana com cerca de cinquenta metros de comprimento, localmente conhecida por "Caminho do Castelo", a estação arqueológica é de igual modo constituída por uma ponte erguida sobre a rib.ª de Bolelas, de arco único e parapeito, entretanto restaurada em períodos mais recentes.

Na margem esquerda da ribeira foram encontrados vestígios de um cemitério Luso-Romano, e na margem direita, interessantes vestígios arqueológicos de um povoado Neolítico. Um local com longa história.


A Costa dos Anéis

O projecto começou há muito, vai sendo concretizado sem pressas. Não há agenda, não sei nem quando nem onde termina.
A ideia é simples: partindo de minha casa em Algés rumo a Norte, sempre junto da água, cobrir a costa de percursos em anel. Os percursos tocam-se, pelo que quem quiser meter uma tenda às costas pode ignorar o "lado terra" de cada anel e seguir sempre à vista do Azul (não é legal acampamento nem bivouac em Portugal fora das áreas autorizadas, eu não disse nada 🙂 )

Todos os percursos são em anel menos o primeiro, porque não achei interesse algum e fechar anéis na zona urbana: por isso a primeira etapa é uma anel que se faz a pé de Algés ao Estoril e de comboio no regresso. Esta é também a etapa menos desafiante e menos documentada fotográficamente.

Quanto aos outros anéis, o início pode ser no extremo Norte ou, mais frequentemente, no extremo Sul. A escolha é ditada pelas nossas conveniências de momento ou, geralmente, por um pormenor logístico: lugar conveniente para estacionar a viatura.


Etapas já feitas e respectivos links, se já publicados:
(links e imagens contidos nas descrições não são visíveis na app Wikiloc)
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Waypoint

Ribeira da Mata: merenda

Monument

Azenha da Catribana

Fountain

Fonte da Anta 1957 quase seca

Monument

Forte de Santa Maria

Panorama

Lomba dos Pianos

Parking

Parking Azenhas do mar

Photo

Pequeno campo de lapiás na Escarpa do Magoito

Bridge

Ponte da Cabreira?

Monument

Ponte Romana Da Catribana

Waypoint

Poste indicador GR11 E9 - praia da Aguda

Beach

Praia Da Samarra

Beach

Praia do Giribeto

Beach

Praia do Magoito

Summit

Promontório - Samarra

River

Ribeira da Mata

River

Ribeira de Bolelas

River

Ribeira do Açougue

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